segunda-feira, 20 de julho de 2020

A experiência como factor decisivo para uma mudança de vida com sucesso

Olá! Neste artigo vais perceber como na minha perspetiva as pequenas experiências são um factor decisivo para uma mudança de vida com sucesso.

Há dias estava a comentar com uma amiga que quase todas as pessoas que conheço têm uma "panca", que se vai acentuando com a idade. Umas pessoas acreditam que é uma determinada religião que as coloca no centro do seu equilíbrio, outras acreditam que é seguir um determinado estilo de alimentação. No meu caso, eu acredito piamente que as experiências são um factor decisivo para uma mudança de vida com sucesso. Acredito nisto porque foi a resposta que encontrei e que tem funcionado para mim desde sempre para encontrar o meu propósito de vida.

Então que tipo de experiências nos ajudam a mudar a nossa vida?
Todo o tipo de experiências! Não tem que ser necessariamente um estágio profissional com vista a obter um novo emprego, se a nossa dúvida se relaciona mais com a questão profissional.
Pode ser qualquer experiência de vida, até mais pessoal. O que interessa mesmo é colocarmo-nos nas situações para vermos como nos sentimos e como nos saímos.

Porquê que as experiências ajudam a mudar de vida?
As experiências que vamos tendo ao longo da vida dão-nos pequenos sinais daquilo que vibramos a fazer, das nossas dificuldades, dos nossos dons, e ajudam-nos a dar com mais segurança um passo que pode ser muito assustador como mudar de vida.

Onde posso encontrar essas experiências?
Em qualquer lado. Podem ser experiências com programas mais definidos, como por exemplo fazer retiros, ou programas de férias com voluntariado. Há imensas organizações que fazem isso, como o Para Onde, e que são formas mais fáceis de começar, porque alguém organiza as coisas por nós.
No entanto, as experiências mais simples podem proporcionar-nos uma imensidão de aprendizagem. Tudo é do tamanho que estamos prontos para lhe dar, já dizia uma amiga minha. Por isso posso apenas combinar com alguém que admiro ir ajudar em qualquer coisa que quero aprender com essa pessoa. Por norma as pessoas não recusam receber ajuda, quando temos uma motivação grande para aprender, por isso para mim é uma excelente porta de entrada!

Quando posso fazer essas experiências?
Posso optar por fazer uma vez por semana, a uma determinada hora, e/ou escolher uma altura do ano. Eu fiz várias experiências de voluntariado durante a semana, à volta da zona onde vivia e nas férias fazia voluntariado internacional. Ia para projetos noutros países e combinava assim a necessidade de viajar com a necessidade de crescer. E a boa notícia é que não é preciso ter muito dinheiro para fazer estas experiências. Na verdade fica bem mais barato do que ir uma semana para o Algarve e no final trazemos bem mais na bagagem do que o que levámos :)
A isto chamo as viagens com propósito.

E que tipo de experiência escolher?
É pensar onde e com quem me vejo a viver, a trabalhar, a colaborar seja em que projeto for. Se só consigo ver o que não quero e não tenho ideia nenhuma do que quero, talvez começar por pesquisar na internet mais sobre temas que me interessam, falar com pessoas que me inspiram porque de alguma forma mudaram para uma vida que admiro. Ler, inspirar-me e seguir essas pessoas ou esses projetos.
Se ainda assim não surgir nenhuma ideia do que poderia experimentar é mandarmo-nos para uma coisa que gostávamos de aprender. Qualquer coisa! Não tem que ter um objetivo específico, mas pode ser simplesmente um pontapé de saída para sair da inércia.

Na hora de agir
Esta é a hora mais difícil e eu costumo dizer que há ali um click qualquer que nos faz avançar. Normalmente um momento na nossa vida no qual sentimos mesmo que precisamos de avançar. Uma desilusão amorosa, a morte de alguém querido, são tudo boas oportunidades para nos ajudarem a mudar de rumo.
Mesmo que sintas que ainda não tens a resposta da direção que queres para dar um "tiro certeiro", o que importa nesta fase é que tenhas energia e motivação para experimentar algo. É muito fácil nesta fase ficarmos tolhidos pela imensidão de coisas que poderão não correr bem e acharmos que ainda não estamos suficientemente preparados para dar esse passo. A isto chama-se o síndrome do impostor. Já ouviste falar? Há um vídeo interessante sobre este tema: https://www.youtube.com/watch?v=ufUiMDoETn0

Mas sabes que mais? O melhor destas pequenas experiências é que não tens que provar nada a ninguém! Ninguém vai esperar o mundo de ti! Este é um contexto extremamente seguro que te é dado para te explorares sem pressões. Podes ser realmente quem tu és e conhecer-te enquanto ajudas alguém. Há alguma forma mais simples do que essa para evoluir?

Para além disso, é impossível conseguirmos ver a mais do que alguns metros da nossa visão. Eu imagino muitas vezes a vida como uma estrada de montanha com curvas. Há zonas com retas e zonas com curvas e contracurvas. Independentemente da zona onde nos encontramos no momento, só temos visibilidade até à próxima curva e só conseguiremos ver mais à frente depois de avançarmos mais um pouquinho até à próxima curva. É possível e desejável que olhemos para o mapa antes de iniciar viagem, que imaginemos os percalços que iremos ter, que tipo de estradas iremos percorrer, mas a verdade é que só percorrendo a estrada é que iremos finalmente conhecer a sensação de estar na estrada. E a minha experiência diz-me que é bem melhor do que nos mapas, porque mostrando a nossa intenção ao mundo sinergias que não esperávamos acontecem e que não constam dos mapas. São reações químicas entre os nossos desejos e os desejos de outras pessoas e é isso que faz o caminho ser tão mágico e tão único :)


Durante a experiência o que preciso?
Registar o que vou sentindo a par e passo. 
Sei que há pessoas que têm mais facilidade em escrever do que outras. Para mim a escrita funciona muito bem, porque enquanto escrevo mais ideias surgem. Mas qualquer tipo de registo funciona, desde que o consigamos rever mais tarde. Pode ser em audio, ou em video, em desenho, etc. O que interessa é mesmo registar o que sentimos em cada experiência, os pensamentos, as sensações, porque mais tarde vão ser muito importantes para conseguirmos ir ainda mais a fundo no nosso autoconhecimento.

Muitas vezes estamos com uma visão turvada pelo momento, ou porque as coisas não estão a funcionar como queríamos, ou porque simplesmente estamos com a mente numa outra direção, e rever as sensações e pensamentos que tivemos quando estávamos a viver outros acontecimentos ajuda-nos a perceber:
1) Em que contextos fomos mais e menos felizes
2) Quais foram as nossas dificuldades em cada uma das experiências
3) Em que situações nos sentimos mais fortes e mais conectados com o nosso propósito e o que tinham de especial essas experiências ou esses contextos
4) 

Depois da experiência
Para que uma experiência tenha o propósito de crescimento é preciso que seja integrada. Significa que é necessário dedicar algum tempo para a rever posteriormente, no nosso contexto de vida "normal". Por isso é que é tão importante o registo. Porque depois de viver a experiência de aprendizagem só iremos integra-la quando a revermos. É por isso que existem os testes e exames, porque nos obrigam a estudar e a sedimentar as aprendizagens que fazemos ao longo das aulas.
Este tempo de paragem é extremamente importante e crucial para que as aprendizagens tenham impacto e produzam mudança na nossa vida.
Quantos de nós não fez já cursos e foi a congressos que fizeram todo o sentido, vieram cheios de força e ideias para casa mas passados 2 ou 3 dias as coisas ficaram em águas de bacalhau e afinal é como se tivéssemos perdido o nosso tempo naquele evento? 
Sem integração não há aprendizagem e sem fechar este ciclo não se evolui para um ciclo seguinte.


Ok, já sei o que quero, mas e agora como faço isso a "tempo inteiro"? Como me preparo para uma mudança de vida?
Isto é muito bonito de tirarmos um tempo do nosso tempo para irmos à procura do nosso propósito, mas muitas vezes não sentimos ter esse tempo, ou porque temos filhos ou alguém para cuidar, ou porque simplesmente sentimos não ter condições financeiras para o fazer.
Mas sabem que mais? Ajudar alguém a fazer qualquer coisa tira o tempo que nós quisermos tirar e a despesa decorrente disso em gasolina ou outras despesas também podemos gerir em função daquilo que podemos dispor. Na verdade, o voluntariado ensinou-me a ser bem mais minimalista e a precisar de menos para viver melhor.

No entanto, quando pensamos em mudar de vida e deixar a nossa profissão, por exemplo, há que ter outra preparação. No meu caso, eu tentei ver soluções de rendimento passivo. Podem pesquisar na internet, mas são formas no fundo de conseguir ter um rendimento 



Conclusão:
Tens que sair do sofá e fazer uma coisa que te entusiasme para descobrires o que gostas e descobrires onde queres estar e com quem. É a fazer coisas e a conheceres pessoas que te vais encontrar a ti e a tua tribo! Foi assim que funcionou e que continua a funcionar para mim, mas obviamente há várias abordagens e a tua pode ser diferente. Mas mais uma vez, é a experiência, a tentativa e erro que te vai fazer chegar ao que funciona melhor para ti ;)

Por estas razões vejo a experiência como factor determinante para o autoconhecimento e mudança de vida. Mudar de vida antes de fazer este processo pode dar maus resultado. É preciso muita convicção para nos momentos maus sabermos que continuamos no caminho certo, por isso o autoconhecimento, na minha perspetiva, é mesmo a forma de chegarmos a uma vida feliz e com mais significado.

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Raquel Ribeiro. Com tecnologia do Blogger.