segunda-feira, 6 de julho de 2020

Para reescrever a nossa história é preciso evoluir...

Olá, bem-vindos!
Há uns anos atrás viajei para um país que para muitos é visto como um paraíso. Contactei varias organizações locais e porque é um país com pouco acesso a bens disponibilizei-me para levar coisas de Portugal. Recebi uma lista dessas coisas e quando dei conta estavam lá medicamentos para a depressão e ansiedade.
Aquilo intrigou-me imenso! Como é que alguém vai viver para este paraíso e precisa deste tipo de medicamentos?

Quando vou para o campo, por exemplo, sinto que o meu batimento cardíaco baixa, sinto-me mais feliz, por isso digo muitas vezes que se uma pessoa está stressada na cidade cura-se a ir viver para o campo.

Mas aí é que está! Descobri que aquela sensação maravilhosa que temos de que "eu vivia aqui feliz para sempre" tem um prazo curto de duração. Quando mudamos de vida para um outro lugar levamos tudo connosco. Tudo, mesmo tudo! Os nossos pensamentos, hábitos, sentimentos, as nossas ansiedades. Até já vi workaholics no campo, sem tempo para conversarem com as pessoas!

É verdade que uma experiência nova nos dá um livro novo para começarmos a escrever uma nova história do início, mas se usarmos a mesma caneta de sempre sem lhe mudarmos a carga, vamos reescrever a mesma história...

Para reescrever a nossa história é preciso evoluir...


Beijinhos e abraços e encontramo-nos na próxima história!

Raquel
Digital Nomad, Blogger, Traveller, House & Pet Sitter
https://overtrail.com

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Como encontrar a nossa paixão no trabalho


Olá, bem-vindos!
Há uns dias estava a ler sobre encontrar a Paixão naquilo que queremos fazer, no nosso trabalho, e alguém dizia que a Paixão não se encontra naquilo que adoramos fazer, mas no que continuamos a mostrar / fazer mesmo quando as coisas não correm da forma esperada. Isto porque é muito certo que as coisas não vão correr sempre bem...

E não é assim também com os assuntos do Amor? 😉


Beijinhos e abraços e encontramo-nos na próxima história!

Raquel
Digital Nomad, Blogger, Traveller, House & Pet Sitter
https://overtrail.com

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Autodescoberta é como um bebé em crescimento


Olá, bem-vindos!
Mais um devaneio da minha veia mais inspiradora... :)
O processo de autodescoberta é como assistir ao crescimento de um bebé. É bom tirarmos-lhe fotografias todos os dias para que possamos celebrar o seu crescimento, conquista a conquista. Quando cresce, amadurece e até já sabe o que quer há uma sensação de missão cumprida! E, ao mesmo tempo, vem aquela saudade: Ah, como era bom quando era pequenino e tudo o que descobria trazia um brilho especial no olhar! E é aí que voltamos a querer desenvolver uma nova competência, ou um novo sonho e lá vamos nós para a montanha russa da autodescoberta outra vez... :)


Beijinhos e abracinhos,

Raquel

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Para ser feliz é preciso estar disposto a evoluir...

Olá, bem-vindos! 
Vim duma caminhada com uns pensamentos que gostava de partilhar e que têm a ver com a forma como sinto que tenho conduzido a minha vida na direcção dos sonhos. E algumas questões surgiram-me: 
Para que servem os sonhos? 
Será que os sonhos mudam? 
Será que aquilo que sonhamos ser ou ter é mesmo aquilo que realmente procuramos? 
E quanto atingimos, será que vivemos finalmente a máxima "E foram felizes para sempre"? 

Falo do sentimento de frustração quando sentimos que não estamos a fazer nada na direcção dos nossos sonhos e do sentimento maravilhoso de autorealização quando olhamos para a quantidade de passos que já demos no passado e quando sentimos que estamos no caminho. 

Depois de darmos os primeiros passos para a nossa vida de sonho espera-nos uma longa e desafiante jornada de autoconhecimento. Não digo com isto que já que nunca acaba mais vale não fazer nada, mas sim que quando o bichinho da vontade de mudar desperta em nós já é sinal de que uma longa jornada interior nos está a ser pedida... E essa jornada não tem que exigir que se despeça do trabalho, ou mude de país, não precisa duma mudança de vida radical. Mas independentemente do lugar onde estivermos e de como escolhermos estar e a viver a nossa vida, essa jornada vai prosseguir. Não há forma de a controlar... 

Ter sonhos é sinal de que temos necessidade de crescer numa determinada direcção. Não é sinal de que vamos ser felizes quando lá chegarmos. Na verdade, quando lá chegarmos estaremos no ponto de partida duma nova viagem. Então os sonhos não são vistos como estações finais, mas sim estações de descanso e de celebração ao longo desta jornada de crescimento pessoal! 

Felicidade não é atingirmos um patamar, é "curtir" a viagem e cada aprendizagem que acrescentamos à nossa bagagem. 

Para se ser feliz é preciso estar disposto a evoluir internamente... 


Beijinhos e abracinhos,

Raquel


quinta-feira, 4 de junho de 2020

Sobre estas questões da Mudança de Vida

Apesar de vários de nós terem tido a experiência (ou aprendido pela experiência de outros) e terem percebido que não adianta mudar de vida sem mudar o nosso mindset porque as questões que nos atormentavam continuam a vir atrás de nós para serem resolvidas, muitos continuam a sonhar e a achar que vai ser diferente connosco e da próxima vez.
E eu penso que essa ilusão continua a acontecer para nos fazer sobretudo agir e desenvolver. E é aí que nos apercebemos o quão importante é ir atrás dos sonhos, não porque vamos ter finalmente a vida que queremos e vamos ser a pessoa que queremos, mas porque percebemos que afinal a sensação de felicidade, plenitude e autorealizacao não está quando chegamos ao destino mas sim quando percebemos o quanto crescemos para tentar chegar até lá!
E novos sonhos emergem para que possamos ascender a mais um grau na nossa evolução como aprendiz...


quarta-feira, 3 de junho de 2020

Entrevista sobre Viajar em Autocaravana

Olá! Integrado no festival Backpackers Summer Fest do "Viajantes Minimalistas" fui falar sobre a nossa experiência de Viver e Viajar em Autocaravana 🚐
Para quem não viu e para mais fácil acesso publico aqui a entrevista:
Entrevista sobre Viajar em Autocaravana

Os pontos que tocámos foram, nomeadamente:
- Quem Somos e o que fazemos
- Porquê a autocaravana?
- Tribos Autocaravanistas
- Como é viver numa autocaravana
- Vantagens e Desafios do autocaravanismo
- Estilo de vida minimalista: Aprendizagens
- Ser autocaravanista em Portugal e noutros países da Europa
- Como escolher a autocaravana mais indicada para mim
- Onde comprar, alugar ou converter uma autocaravana

Anexamos ainda um vídeo de apresentação da nossa autocaravana
Tour da nossa Autocaravana


Feedback
Foi absolutamente maravilhoso ter a oportunidade de partilhar um pouco da minha experiência não só como viajante em autocaravana, mas como viajante desta estrada que é a vida.
Sem dúvida de que o meu propósito de vida se liga também à comunicação e à partilha, não fosse o sentimento de celebração e de realização pessoal que estou a sentir neste momento!
Muito obrigada pelo interesse e pelo feedback tão positivo 🙏

Recomendo aderir ao grupo dos Viajantes Minimalistas para mais histórias minimalistas:
Grupo de Facebook Viajantes Minimalistas

Beijinhos e abraços e encontramo-nos na próxima história!

Raquel

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Experiência de TaiChi e Qigong

Ontem ao final do dia recebi um workshop online com aula de TaiChi e Qigong, pelo meu querido amigo Rui Sarmento.
Tinha experimentado há uns anos atrás, mas tal como o Yoga, na altura não me tinha despertado muito interesse. Precisava de algo com mais movimento. Suar, para mim, significava que tinha efetivamente trabalhado.


Mas agora que a idade passa, também passamos a preferir mais qualidade e menos intensidade 😉 e de facto é uma prática muito completa, porque estes exercícios estimulam uma melhor circulação e equilíbrio da energia no nosso corpo e a verdade é que saímos da aula rejuvenescidos! Lembro-me que havia um exercício em que levantava os pés e inclinava o corpo e parecia que estava a voar 🧚‍♀️
Mas o que fiquei mais impressionada foi mesmo o facto de conseguirmos trabalhar tanto a mente como os músculos com estes exercícios tão simples e harmoniosos.


Muito grata Rui, pelo teu tempo e dedicação 🙏

Fotografia tirada numa praia em Danang, no Vietnam

terça-feira, 28 de abril de 2020

Desperta para o teu propósito - pronto para abdicar?

Há uns dias estava a ler alguns artigos sobre a Sofia de Assunção, uma coach que sigo e gosto muito de ler, e ela escrevia sobre o propósito de vida, um tema que tenho andado a dar mais atenção ultimamente.
Ela escrevia sobre as várias razões que nos podem fazer afastarmo-nos do nosso propósito, sejam elas basearmos a nossa vida naquilo que são as definições das outras pessoas, seja alimentarmos mitos e mentiras à sombra de um sentimento de auto-vitimização, seja mesmo desconhecermos o que nos move. Mas houve uma razão que se destacou para mim que foi a de não querer pagar o preço que a nossa verdade acarreta.

Depois de vários anos num processo contínuo de auto-descoberta consegui aceder ao que me movia e finalmente, a dada altura, consegui remover os obstáculos que travavam o meu salto, mas continuava a ser muito difícil dá-lo. Lembro-me bem desse momento e lembro-me de pensar que agora estava a mais de meio da ponte. O percurso que tinha feito até lá já estava em ruínas. Sem me aperceber o meu passado já não era um presente, era impossível voltar atrás, ou como é que eu iria explicar a mim mesma este retrocesso? O caminho era para a frente, seja lá o que se viesse a apresentar, e só pagando o preço dessa verdade me permitiria dar o último salto que precisava. Estava preparada, era hora de arriscar.

Fazer uma escolha significa sempre abdicar. Abdicar da "segurança" do conforto e do conhecido, por muito que o conhecido não seja o que ambicionamos. Mas sabemos com o que contar e isso traz-nos muitas vezes uma sensação de segurança.

O que te falta a ti para arriscares a viver a tua verdade?


sexta-feira, 24 de abril de 2020

Quarentena, para que serves?

Há dias estava a ler um artigo da Sofia de Assunção, uma coach que gosto muito de seguir, e ela escrevia sobre todo o ruído que tem sentido à volta destes tempos de quarentena e fez-me tanto sentido que resolvi partilhar.
O título do artigo chama-se "E se eu não quiser voltar ao normal?"

De facto, se por um lado este é um excelente momento para nos dedicarmos a fazermos aquelas coisas que há que tempos queríamos mas nunca mais as fazíamos porque não tínhamos tempo, a verdade é que este também é um momento de parar de fazermos coisas e estarmos apenas presentes. Aquela coisa que custa tanto para muitos: o não estarmos constantemente a produzir. Porque "parar é morrer".
Às vezes parar pode ser crescer! E nem todo o crescimento é possível de ser medido e produzir alterações visíveis à nossa volta! E não deixa de ser a peça mais estruturante de nós mesmos e que nos permite sermos o melhor de nós... Afinal não é disso que se trata a vida?

Se por um lado tenho sentido uma vontade imensa de aproveitar a fazer essas tais coisas, por outro lado tenho sentido muita vontade de ler mais sobre desenvolvimento pessoal, de me conectar comigo, de aproveitar este tempo para me redefinir e redefinir o caminho que quero seguir. Para mim as paragens servem para isso mesmo, para vermos o que está bem e o que está menos bem na nossa vida e vermos o que podemos fazer para estarmos melhor. Servem, no fundo, para nos obrigarem a tomarmos as rédeas do nosso percurso, quando às vezes no corre corre da vida isso não é tão fácil fazer-se. E por mais cursos e conselhos que existam, no final quem irá saber o que é melhor para nós, somos nós mesmos, com a nossa sabedoria interna.
E é esta sabedoria interna que nos faz direccionar para uma vida significativa, alinhada com os nossos valores e propósito. E é nesta coerência entre o que se sente cá dentro e o que se vive lá fora que a tão querida felicidade dá o seu estado de graça 💓


terça-feira, 14 de abril de 2020

Quem escolhe o conselheiro, já escolheu o conselho

Tenho aproveitado para ler mais e sobretudo ler livros de desenvolvimento pessoal. Gosto muito de ler Jorge Bucay, porque os livros dele têm muitos contos com metáforas e tornam a minha leitura desafiante e cheia de insights.

Quando li esta frase estava a pensar que realmente quando queremos muito fazer uma determinada coisa (ou não fazer), mas falta-nos coragem ou outro atributo ou circunstância qualquer, temos tendência a procurar falar com pessoas que achamos que nos vão dizer o que queremos ouvir. Por isso, quando estamos com dúvidas sobre a opção a escolher, uma das formas de a encontrar a nossa resposta é olhar para quem nos dirigimos a pedir ajuda.

Como sempre, a resposta está mais cá dentro do que lá fora :)
Maravilhoso Rooftop do H-Suites Aparthotel onde estivemos em Danang, Vietnam

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Receita desodorizante natural, em 5min!

Eu uso esta receita para fazer o meu desodorizante há vários anos e funciona mesmo!
Já que a malta está a curtir a culinária, aqui vai mais um desafio, mas bem mais fácil que os anteriores.

Então é só juntar 2 colheres de sopa de amido de milho (maizena) e outras 2 de bicarbonato de sódio. Mexer com a colher e ir misturando um bocadinho de azeite, aos poucos, e depois água. Eu faço a olho, mas diria que é talvez meia colher de azeite e depois mais 1 ou 2 colheres de água, até obter uma consistência homogénea e firme.
O azeite pode ser substituído / adicionado ao óleo de coco. Eu adiciono mais água do que azeite porque o azeite em demasia pode depois manchar a roupa.


Quando estiver a consistência perfeita podem adicionar umas 4 ou 5 gotas de óleo essencial e mexer e voila! Têm desodorizante para um mês!

Super fácil, barato e natural 😊


domingo, 29 de março de 2020

Receita iogurte natural que faço em casa

Há várias formas de o fazer e há quem use iogurteiras, etc. Eu faço da forma mais simples.

Compro o melhor leite (vegetal ou animal) e o melhor iogurte natural que encontrar e depois é só colocar 1 litro de leite a aquecer no fogão até chegar quase o momento do leite ferver, mas sem deixar ferver. Deixar arrefecer uns 10 minutos até o leite ficar a uma temperatura alta mas que dê para aguentar o dedo até 10 segundos sem nos queimar.

Passo o leite para um tupperware hermético de vidro e junto um iogurte natural e mexo.
Depois é fechar e embrulhar o tupperware em vários panos e cobertores e deixa-lo hibernar para o dia seguinte. Há pessoas que o colocam dentro do forno desligado de um dia para o outro e que também funciona bem.

No dia seguinte abro e tem este aspeto da fotografia. Mexo com uma colher e levo ao frigorífico e está pronto a consumir. Super fácil!


Quando esta dose estiver a terminar, podem retirar 2 ou 3 colheres deste iogurte para fazer o próximo com mais 1 litro de leite!

Dica: Se gostarem de iogurtes espessos devem usar leites mais gordos ou iogurte grego. Há quem também use agar agar.

quinta-feira, 26 de março de 2020

Testemunho Viagem ao Vietnam

Olá! Venho falar sobre as expectativas que tínhamos em relação ao Vietnam e o que encontrámos, numa altura em que o mundo parou com a pandemia do coronavirus.

Para começar, encontrámos um país bem mais desenvolvido do que pensávamos e muito limpo!
Fomos muito bem recebidos pelos Vietnamitas, um povo muito despachado e que nos acolhe de braços abertos, quanto mais não seja para nos vender qualquer coisita 😂

Encontrámos um povo bem diferente dos que já tínhamos visitado na Ásia e diferente do que imaginávamos: muito ativo e bastante sociável, mais barulhento do que os países vizinhos e muito empreendedor, com muito bom olho para o negócio!


Percurso e lugares visitados
Estivemos cerca de 1 mês no Vietnam e visitámos apenas Hue, Hoi An e Danang. Pode parecer que visitámos pouco num mês, mas desde que somos nómadas digitais não temos pressa de visitar os locais a correr, mas usamos muito mais o "slow travel". Para saber mais sobre como é a nossa vida de nómadas digitais, acede às publicações no blogue Como é ser nómada digital.

Os nossos planos eram ficar um mês e meio no Vietnam, sendo que seria um mês em Hoi An e o restante tempo a viajar por outros locais, mas quando chegámos a Hoi An deparámo-nos com uma cidade encantadora, mas demasiado turística. Com muita gente e preços para turista. Ficámos uma semana e depois fomos para Danang, que foi uma agradável surpresa para nós. Embora pensássemos que Danang fosse uma cidade moderna, com turismo de praia e de noite e muitos nómadas digitais que gostam de festa, a verdade é que naquele momento pareceu-nos um destino mais calmo e mais local do que Hoi An e com preços muito mais acessíveis para uma estadia mais prolongada.
Também ao final de 2 meses a viajarmos pela Ásia já sentíamos a necessidade de assentar num sítio, trabalhar e descansar da viagem.
Tínhamos arranjado apartamentos com excelente relação qualidade preço, quando o coronavirus começou a atacar na Europa e a entrar em Portugal. Ainda estivemos a ponderar ficar até a onda passar, mas de facto já não fazia sentido ficar lá quando a família poderia precisar de nós em Portugal.
Para saber mais sobre a experiência de regresso a Portugal em plena pandemia e sobre outros sítios onde estivemos no Vietnam, acede aos artigos da secção Viagens Ásia: Vietnam.


Expectativas versus o que encontrámos e sentimos
  • As nossas expectativas
A nossa expectativa inicial era de ver muito mundo rural, tradições antigas, lugares e pessoas autênticas, por causa de alguns vídeos que tínhamos visto na internet anteriormente.
De facto encontrámos, mas não de uma forma tão fácil como imaginávamos.
  • Produção descentralizada, mais manual e menos industrializada
O que nos pareceu é que a produção é bastante descentralizada. Cada pessoa tem o seu próprio pequeno negócio, por isso precisam de estar todas muito próximas das estradas principais para poderem fazer negócio. Por esta razão vimos muitas técnicas tradicionais ainda a perpetuarem no tempo e reparámos que o sabor da comida era bastante bom em qualquer sítio que comprássemos. A produção nacional não nos pareceu muito industrializada ou mecanizada, mas feita sim em modo mais manual, o que também faz com que os preços não sejam tão baixos quanto esperávamos.
  • País em grande expansão: o Turismo
Por outro lado encontrámos um país em grande expansão, que está a ver o turismo como uma saída de ouro. Rapidamente percebemos o movimento de crescimento exponencial e aparentemente sem controlo das cidades e a influência do turismo já bastante presente.
Lembro-me do exemplo das senhoras que vendem fruta nos cestos tradicionais. Neste momento em Hoi An e noutros locais turísticos elas fazem mais dinheiro a venderem fotografias a transportarem os cestos do que realmente a venderem fruta... O que reflecte bem o impacto da nossa presença como turistas em cada sítio por onde passamos.

Gostámos imenso do "despacho" dos Vietnamitas, das ideias empreendedoras deles, principalmente no que toca ao turismo. A forma como conseguem observar os seus pontos fortes e de interesse turístico e "empacotar" essa sabedoria numa experiência que vende é simplesmente fantástica!

Porém, esta visão permanente de procura de negócio fez-nos sentir muitas vezes vistos apenas como um cifrão. E apesar de estarmos algumas semanas em cada sítio, fazermos compras no mercado várias vezes, etc, sentimos que nunca conseguimos passar a barreira de turista e começarmos a sermos vistos como alguém mais "local". O facto deles viverem muito dependentes do turismo nalguns locais altera muito a experiência e a forma como nos vêem. Sentimo-nos sempre muito bem tratados, mas constantemente numa relação comercial. Obviamente que em muitos outros países passamos mais despercebidos como turistas e na Ásia vê-se bem que não somos asiáticos e isso influencia em muito a experiência!
Mas a verdade é que também nunca consegui estabelecer uma relação mais próxima com um asiático. Penso que as culturas são tão diferentes das nossas, que seria preciso um longo tempo de adaptação e de conhecimento da cultura para conseguir integrar-me e ter uma relação mais próxima.
Um desafio a tentar numa próxima visita à Ásia :)
  • Zona Norte, talvez uma realidade diferente?
Porém, ouvimos dizer que a zona norte é bastante diferente e muita gente diz que é lindíssima! Provavelmente seria uma zona muito interessante para visitarmos, mas também era mais próxima da China e por causa do surto de vírus mantivemo-nos sempre longe.



Aprendizagens e Considerações finais
Embora tenhamos gostado bastante desta experiência de 3 meses a viajar pela Ásia, sentimos que começamos a ficar mais exigentes, a querer ver coisas mais diferentes, mais únicas, mais autênticas e cada vez é mais difícil isso acontecer, porque por um lado com a internet e a globalização o mundo está a tornar-se cada vez mais igual: as pessoas, as roupas, a arquitectura dos edifícios, etc. Por outro lado, já vimos mais coisas e por isso a busca pelo diferente torna-se também ela mais exigente.
O próximo destino a visitar será certamente pensado nesta lógica.

Outro pensamento que nos saltou imediatamente é que quanto mais viajamos mais valorizamos o nosso país, Portugal, que com uma área tão pequena consegue ser tão diverso e com uma cultura tão genuína presente ainda nas pessoas e nos edifícios!

terça-feira, 24 de março de 2020

Passaporte, um papel que nos dá acesso à Europa

Pela primeira vez tive receio de não conseguir regressar ao meu país, ou de me ser barrada a entrada noutros países, por variadíssimas razões.

Quando o avião aterrou e passámos a imigração em Dublin sentimos aquela sensação: "Ok, entramos na europa, estamos safos!"
Não pensei isto por causa do vírus. Na verdade o vírus parece estar muito mais controlado na Ásia do que na Europa. E no Vietnam ainda mais!
Mas sabíamos que entrando na Europa seria depois mais fácil conseguir chegar a Portugal, caso o voo seguinte fosse cancelado.


Entrar na Europa sempre foi um dado adquirido para nós. Somos europeus. E o que faz de nós legiveis para entrar é apenas um papel, o passaporte. Que nos dá acesso imediatamente a um conjunto direitos e de regalias.
De repente lembramo-nos dos milhares de pessoas que esperam por um papel para poderem entrar na Europa e iniciarem uma vida digna e sem guerra.
E sentimo-nos ligados...

O melhor de passarmos dificuldades é mesmo a riqueza que elas nos podem trazer: sentirmo-nos vulneráveis e pormo-nos no lugar de tantas outras pessoas que passam o mesmo ou semelhante. Isso faz-nos ter mais compaixão pelo outro.
Acredito que a humanidade também irá crescer com esta dificuldade que estamos a atravessar no momento. Que assim seja 🙏


segunda-feira, 23 de março de 2020

Aeroportos, como senti que me estavam a proteger do vírus

Têm-nos perguntado que ações estão a ser tomadas nos aeroportos.
À medida que fomos saindo do Vietnam parece que fomos ficando cada vez mais desprotegidos. Até chegarmos a Dublin.

No voo interno no Vietnam tivemos que assinar um termo de responsabilidade em como não apresentávamos qualquer um dos sintomas ligados ao vírus e mediram a temperatura a todos os passageiros do avião em que voamos, companhia vietnamita. Ninguém podia entrar no aeroporto sem máscara.


Quando entramos nesse voo ofereceram-nos desinfetante para as mãos e água. À saída do voo entramos para um bus, que tinha televisões a mostrarem um vídeo com os procedimentos de desinfecção que fazem aos autocarros para a prevenção da propagação do vírus.

Entrando no Dubai percebemos que o uso das máscaras não é obrigatório. Não vi qualquer placard informativo sobre o vírus ou de como lavar as mãos, etc.
Os voos Ho Chi Min - Dubai e Dubai - Dublin foram completamente cheios, com pessoas a tossirem e claramente doentes, e muita gente sem máscara. Não houve qualquer controlo sanitário. Aparentemente tal e qual os procedimentos normais.

À chegada a Dublin apercebemo-nos duma gestão deste fenómeno um pouco diferente.
Ninguém andava com máscaras, mas havia vários funcionários a gerirem a fila e a obrigarem distância. Nos balcões de imigração não tocavam nos nossos passaportes nem em nada nosso. Nós tínhamos que colocar o passaporte de forma a que eles conseguirem ver a informação.

À chegada a Portugal pediram a nossa identificação e dados pessoais e disseram-nos que teríamos que ficar de quarentena.

Apesar de saber que corria muitos riscos nesta viagem e daí termos pensado muito se deveríamos vir ou não, nunca pensei que houvesse tanta falta de proteção aos passageiros e tripulação. Estivemos completamente entregues à bicharada...

Vamos esperar agora que a nossa quarentena seja pacífica e não nos traga chatices. Estaremos atentos aos sinais!

domingo, 22 de março de 2020

A viagem para Portugal em plena pandemia do Coronavirus

Depois de mais de 2 meses a viajar com cuidados diários reforçados (o vírus já cá andava à solta bem antes de entrar em Portugal), a ideia de nos pormos a viajar agora é mesmo muito louca. Já não tinha ideia de estamos tão próximos das outras pessoas num avião. É assustador!

Os aviões para o Dubai e para Dublin foram super lotados! E a ideia de passar 7h e mais 8h30 a respirar ao lado de alguém que não conheço e não faço a menor ideia se tem o vírus mete muito medo. A ideia de que eu possa estar infetada e a propagar para outros é igualmente assustadora... Por isso usamos sempre a máscara.


Trouxemos o nosso kit diário com máscaras, luvas, desinfetante para mãos e boca e água para nos ajudar a proteger a nós e os outros. Achei que este lenço também me poderia ajudar a proteger os ouvidos e olhos.

Os voos turísticos têm mesmo que acabar por agora e arranjarem-se outras alternativas para as pessoas regressarem a casa. É demasiada falta de controlo da proximidade. O pânico das pessoas regressarem a casa está a lotar os aviões nestas rotas e a fazerem-nas correrem mais riscos. Já não estava tão próxima de um desconhecido há muito tempo. É muito desconfortável!
Na rua conseguimos controlar muito melhor, atravessando a rua, mantendo distância sempre de alguns metros.

Como o primeiro voo estava lotado não conseguimos lugar juntos. Fomos nos lugares do meio... A minha parceira do lado era holandesa e veio passar umas férias e estava de regresso a casa. Contou-me que na ida para o Dubai foi num avião onde uma pessoa ia infetada e por isso passou as férias fechada de quarentena. O último dia de quarentena foi ontem e conseguiu regressar agora. Eu só pensava "Ó meu Deus, onde eu me vim meter..."
Consegui convencê-la a trocar de lugar com o Daniel para virmos juntos e assim foi.


Conseguimos finalmente chegar a Portugal 32h depois de termos saído do Vietnam!
E soube agora mesmo que a nossa companhia aérea vai suspender todos os voos a nível mundial entre 25/3 e 30/6. Ainda bem que viemos a tempo!

E acho que o fizemos, porque tivemos várias pessoas a ajudarem-nos incansavelmente. Desde a companhia aérea, ao meu primo na Agência Abreu, aos nossos amigos que nos iam pondo a par das notícias que podiam ter implicações nos nossos voos, às minhas primas que tanto apoio emocional me deram nestes últimos dias e a todos vocês que colocaram um pouco da vossa energia para torcerem por nós.
Tudo isso fez-me dar a confiança de que poderia avançar e de que tudo iria correr bem.
Por isso muito obrigada por vos ter sentido ao nosso lado 💗


Queria ainda dizer que estou muito contente por termos feito esta viagem com a Emirates. Um atendimento no geral muito bom, com empatia, na tentativa personalizada de satisfazer as necessidades de cada cliente mesmo em situação de crise, e estando eles a trabalharem em call center todos juntos, sujeitos também a contraírem o vírus.
Permitiram-nos alterar os nossos voos umas 5 ou 6 vezes nos últimos dias, face também às alterações e restrições que foram aparecendo e "foram-nos buscar" à nossa cidade no Vietnam através duma outra companhia aérea vietnamita em vez de termos que voar para Bangkok por nossa conta e vieram "entregar-nos" a Dublin em vez de Portugal, pelo facto de não terem tido permissão para voar no espaço aéreo.
Isto tudo para que tivéssemos um bilhete único e minimizássemos assim o risco de ficarmos retidos a meio da viagem.
A partir de Dublin a responsabilidade foi nossa e optamos por voar com a Ryanair. Mais 3 dias e a Ryanair deixará de voar por tempo indeterminado. Just in time!

E finalmente chegamos a terra lusa!

Andaremos em modo de quarentena durante as próximas semanas. Longe de tudo o que se mexe para garantir a segurança de todos 🙏

sexta-feira, 20 de março de 2020

Regresso inesperado a Portugal

Após vários dias numa ansiedade gigante, decidimos arriscar e voar para Portugal nesta altura de caos.
A decisão não foi nada fácil para mim. Há muitos fatores que me fazem querer ficar por cá enquanto a situação não estabiliza em todo o mundo: a probabilidade de ficarmos bloqueados num país pior, de apanharmos o virus, de contribuirmos para a sua propagação, de à chegada a Portugal nos depararmos com um país de quarentena que não reconhecemos, de termos que ficar de fechados quando aqui andamos a céu aberto, de calção e chinelo no pé. Por outro lado, não me consigo imaginar do outro lado do mundo pensando que o meu pai pode ficar doente.
Regressar sim, mas nunca sem a segurança de chegar ao destino, era o meu lema.


Tentei ouvir muitas vezes a voz do meu coração, mas com tanto ruído fica difícil saber o que é melhor fazer.
Sinto que um lado de mim pede a sensatez de ficar e saber esperar, do outro a minha razão e necessidade de controlo e culpa pedem-me para regressar.
Esclarecidos estes sentimentos dentro de mim, decidi que já que fizemos tudo para conseguirmos fazer esta viagem de regresso a Portugal, agora está na hora de confiar que é a decisão acertada do momento, funcione ela ou não da forma como gostaria.

Caso não consigamos sequer sair do Vietnam, voltaremos para trás em paz e alugaremos uma casa ao mês. Caso consigamos sair do Vietnam espero que consigamos chegar ao Dubai e seguir para Dublin. E em Dublin que consigamos apanhar o voo para Portugal. Se alguma destas etapas nos fizer parar no percurso ficaremos mais sábios e mais fortes e criaremos empatia e ligações fortes com pessoas por todo o mundo que estão a passar pelo mesmo. Será mais uma aventura nas nossas vidas, que nos enriquecerá como pessoas.
Há milhares de pessoas a sentirem o mesmo que nós, não estamos sozinhos.

Chega agora o momento de entregar nas mãos dos nossos deuses, desejando que tudo nos corra pelo melhor.

Amanhã ao final da tarde estaremos a aterrar em Portugal se Deus quiser 🙏


sexta-feira, 13 de março de 2020

A situação do Coronavirus no Vietnam

Tenho tentado não falar muito sobre este assunto nas redes, mas partilho agora um pouco do que temos vivido nestes últimos dois meses, a viajar constantemente na sombra deste novo vírus.
A fotografia que vêem neste post foi tirada de um vídeo que fizemos ontem na estrada, quando estávamos a passar por esta criança na rua, que tapou a cara com medo que a infectássemos com o coronavirus. Dá que pensar...

Dada a nossa proximidade da China desde Janeiro, a Tailândia e o Vietnam foram logo dos primeiros países a terem pessoas infectadas.
Chegámos ao Vietnam há cerca de 3 semanas e ainda apenas 16 pessoas tinham sido infectadas pelo novo vírus. Soubemos que logo no início o Governo conseguiu literalmente expulsar todos os chineses do Vietnam em tempo record e estava tudo calmo, embora a sombra do vírus estivesse sempre a acompanhar-nos. Este número de 16 infectados manteve-se por 3 semanas, até que um casal de ingleses, infectado por uma vietnamita num avião, veio para o Vietnam e espalhou por várias pessoas em vários pontos do país. A chama do fogo voltou a reacender e neste momento vai em cerca de 40 pessoas infectadas, um número idêntico ao de Portugal no momento.

A resposta do paísAqui as escolas estão fechadas há muito tempo e vários negócios fechados, especialmente ligados ao turismo. Os hoteis estão a preço dado, porque os turistas foram-se embora e não vêm novos turistas. Vemos por cá essencialmente estrangeiros residentes ou nómadas digitais.
Aquilo que posso partilhar é que o Governo tem sido muito proativo, a população está com receio mas acata muito bem as indicações dos responsáveis e as decisões são rápidas e aparentemente eficazes. Apesar da controvérsia em relação ao uso das máscaras, aqui quase toda a gente as usa! Também porque já faz parte da cultura e as máscaras aqui servem há muito tempo para proteger dos fumos, especialmente quando se anda de mota.
Aqui este vírus parece ser levado a sério e penso que também é por isso que parece estar relativamente controlado. A população orgulha-se disso e orgulha-se das medidas tomadas pelo Governo. Às vezes é preciso uma boa mão de força!
O calor começa a apertar, hoje a mínima foi de 24C e a máxima de 32C, e pensa-se que o vírus não deva resistir por muito mais tempo por estas bandas. Assim o esperemos!

Repercussões na interação localA nossa interação com os locais tem mudado um pouco, como é normal. Eles chamavam por nós na rua e agora alguns fogem e têm receio, porque nós representamos uma ameaça no olhar de muitos deles. Não os recrimino, eu faria o mesmo, e aliás faço o mesmo junto de outros estrangeiros. Não sei de onde vêm, para onde vão, que cuidados têm. Não me chego a ninguém. E não chegar a ninguém neste momento é o melhor que podemos fazer por todos!
Conforta-me imenso estarmos em Danang neste momento, muito próximos de um casal de amigos Portugueses que vivem cá, nómadas digitais.

Cuidados redobrados há 2 meses a viajarÉ imaginar que todo o nosso corpo, a partir do momento em que sai de casa, está imundo. E evitamos tocar noutras pessoas ou coisas, mãos nas maçanetas das portas, corrimões, etc. É como jogarmos um jogo de volei com os pés ou com os cotovelos!
Pode ser um bom treino utilizarmos outras partes do nosso corpo!

Dever de cidadaniaQueria ainda dizer que por nós e por todas as pessoas que possamos vir a contagiar e que irão contagiar outras pessoas, devemos ser responsáveis. Vi imagens duma multidão na praia em Portugal que me deixou aterrorizada...
O meu pai está em Portugal, tem quase 70 anos e sinto esta irresponsabilidade como um crime!
73% do contagio é feito por família, por isso o mais importante é mesmo ter estas precauções principalmente com a família!

Mais uma vez, o mundo é de todos. Se calhar é mesmo isto que este vírus nos quer ensinar, afinal de contas...
Aproveitemos a quarentena para fazer um exercício de retiro, que se calhar nunca tiveram a oportunidade de fazerem antes! Tal como eu deixei de roer as unhas porque não podia meter as mãos à boca, há muitas outras coisas a aprender com esta oportunidade! Esta é uma excelente ocasião para pararmos e nos organizarmos!

Se quiserem ver o vídeo que acabei de publicar, falo um pouco mais sobre esta situação, que nos está afectar a todos, em todo o mundo: https://youtu.be/gpWQcMA80KE

quinta-feira, 12 de março de 2020

Para a minha companheira de caminhada

Nos últimos anos, Raquel, viajaste por Portugal e pelo mundo, percorreste muitos quilómetros de distância, alguns na tua casinha ambulante, com o teu companheiro de vida.
Conheceste muitos lugares, muitas pessoas, observaste muito à tua volta, aprendeste muito sobre ti e sobre os outros, enquanto lidavas com diferenças que unem e semelhanças que separam.
Eu fiquei nesta minha casa, fixa à terra que é o meu berço e ao país que é a minha paixão. Fiz viagens interiores, de muitos quilómetros de distância. Não viajei horizontalmente, mas verticalmente, para as profundidades do meu coração e as alturas da minha alma. Regressei ao corpo, regressei a mim.

A distância física entre nós e o facto de estarmos em momentos tão diferentes da vida não nos impediu de acompanharmos o percurso uma da outra, às vezes com maior proximidade, às vezes com maior afastamento. Como não nos impediu de partilhamos as nossas dúvidas e alegrias, os nossos desafios e as nossas dores, e de nos apoiarmos, na medida daquilo que cada uma podia dar de si, em cada momento, potenciando a aprendizagem mútua.
Aprendemos a respeitar e apreciar as nossas diferenças e singularidades e a reconhecer a nossa humanidade partilhada, a mesma que está na base desta criatividade pessoal que nos torna únicas e especiais.

Hoje é o teu aniversário e o mundo vive suspenso na incerteza do amanhã. Que encontremos as certezas nos laços que nos unem enquanto humanos, na esperança dos sonhos que teimam em florescer em tempos de crise e na visão de uma vida guiada pela alegria e pelo amor.

Esta é uma foto da última vez que estivemos juntas. Estavas com uma gripe que não pegaste a ninguém. Até ao teu regresso. Que nessa altura, em Portugal, estejamos todos seguros o suficiente para nos voltarmos a reunir presencialmente.

Um longo abraço para ti, Raquel, que, neste momento, tem mesmo de ser virtual... Tem um dia feliz e continua a espalhar sorrisos e a inspirar sonhos!
Gratidão à vida por te ter posto no meu caminho.

Cristina Leite, 12 março 2020


quarta-feira, 11 de março de 2020

Herbs Village, inspiração para propósito de vida!

Olá, bem-vindos! Uma das coisas que mais admiro no turismo do Vietnam é a forma criativa como conseguem "empacotar" uma experiência.
Estivemos na Herbs Village, na Pottery Village (artesanato), que no fundo são aldeias nas quais a população se especializou num determinado saber e convida a partilha-lo com o público, oferecendo também uma experiência ao turista. 

De repente senti-me tão ligada ao meu propósito de vida! É muito similar ao meu projeto de sonho, no qual uma comunidade une esforços para viver e partilhar uma forma alternativa de vida. 

Neste vídeo falo um pouquinho desse meu sonho e de como me inspirou no meu próprio projeto de vida. 

Beijinhos e abraços e encontramo-nos na próxima história!



terça-feira, 10 de março de 2020

Hoi An, Um acordo interessante para manter o património

Olá! Depois de termos visitado várias casas antigas e locais de interesse histórico em Hoi An fiquei muito curiosa por saber quem paga para manter estas estruturas e como é feito esse acordo com o Governo. Como não tenho papas na língua perguntei a uma família, que me explicou como funciona. No vídeo partilho o que me explicaram.

Beijinhos e abraços e encontramo-nos na próxima história!


sábado, 7 de março de 2020

Festival da Lanterna de Hoi An em pleno coronavirus

O Festival da Lanterna de Hoi An acontece todos os meses, em plena lua cheia.
Sendo Hoi An uma das cidades mais bonitas e charmosas do Vietnam em condições normais, nesta noite do mês torna-se ainda mais encantadora, por isso queríamos muito visita-la novamente. Em condições normais, nesta noite do mês Hoi An está completamente cheia de gente, mas este ano foi muito diferente por causa da presença do coronavirus no país. 
Sem dúvida tivemos direito a uma experiência completamente única: assistir ao festival da lanterna com poucas pessoas. 
Este festival é conhecido pelo ambiente que se cria à volta das lanternas coloridas ao longo do rio, nas casas. Há um momento em que desligam todas as luzes e ficam acesas apenas as luzes das lanternas. É encantador! 

Estando a pernoitar em Danang, em menos de uma hora de autocarro conseguimos pormo-nos lá. Combinámos ir jantar com os nossos amigos João e Sara do No Footprint Nomads. Para quem não sabe, este casal de amigos Portugueses está a viver neste momento em Danang. São nómadas digitais e uma referência no que toca a viajar com uma pequena pegada ecológica. Para quem quiser conhecer mais sobre eles, aqui fica o site: https://www.nofootprintnomads.com/ 

No regresso a casa alugámos um taxi e sabem o que nos aconteceu? A estrada onde circulávamos tinha sido tomada por um racing clandestino e quando demos conta estavam carros a ultrapassarem-nos em alta velocidade, em plena corrida. O motorista do taxi tentava-nos explicar em Inglês o que estava a acontecer, cheio de entusiasmo. Passados alguns minutos vimos a polícia a chegar. 
É surpreendente como o povo vietnamita é tão latino e tão diferente daquilo que absorvemos da cultura de outros países asiáticos que visitámos, como a Tailândia ou a Birmânia...


sexta-feira, 6 de março de 2020

Eco Green Hub

--- ENGLISH BELOW ---
Olá, bem-vindos! Durante o nosso passeio a Hue encontrámos esta loja "verde", que vende produtos biológicos, produtos de artesãos da zona, faz workshops reutilizando e reciclando materiais. E tem ainda uma zona para tomar o maravilhoso café vietnamita!
É sobretudo uma loja eco-friendly e o objetivo principal é aumentar a consciência do consumo responsável e da produção sustentável, para a conservação da biodiversidade.

Se alguém quiser contribuir com ideias, serão muito bem-vindas!

Para saber mais sobre a Eco Green Hub:
A página de facebook: https://www.facebook.com/hueecogreen/
Endereço de email: ecogreenhub19@gmail.com

Beijinhos e abracinhos e encontramo-nos na próxima história!

Raquel & Daniel
Digital Nomad, Blogger, Traveller, House & Pet Sitter
https://overtrail.com


--- ENGLISH VERSION ---
Hello, welcome! During our trip to Hue, we found this "green" store, which sells organic products, products from local artisans, runs workshops reusing and recycling materials. And there is also a coffee shop area to have the wonderful Vietnamese coffee!
It is an eco-friendly store and the main goal is to increase awareness of sustainable production, responsible consumption and linkages to biodiversity conservation.

If anyone wants to contribute to this project with ideas, they are most welcome :)

To learn more about the Eco Green Hub:
The facebook page: https://www.facebook.com/hueecogreen/
Email address: ecogreenhub19@gmail.com

Kisses and hugs and see you in the next story!

Raquel & Daniel
Digital Nomad, Blogger, Traveller, House & Pet Sitter
https://overtrail.com


PORTUGUESE AND ENGLISH SUBTITLES

quinta-feira, 5 de março de 2020

As ruas sem saída...

Embora pareça sempre que as ruas sem saída são uma perda de tempo - oops, enganamo-nos e agora temos que voltar para trás - a verdade é que muitas vezes têm boas surpresas para nós. Como se fôssemos premiados por termos confiado que em cada lugar e em cada passo da nossa vida temos algo a aprender, mesmo que depois tenhamos que voltar para trás...


quarta-feira, 4 de março de 2020

Hue, Antiga Capital do Vietnam UNESCO

Estamos agora no Vietnam e a nossa primeira paragem é em Huế.
A Cidade Imperial de Huế é uma fortaleza muralhada e palácio na antiga capital do Vietnam.
Em 1993 foi classificada pela UNESCO como Património da Humanidade!
Gosto particularmente das madeiras trabalhadas e das cores. Muito bonito!


Fizemos vários vídeos no canal de YouTube, para quem quiser acompanhar.
O nosso primeiro vídeo é no mercado: https://youtu.be/TBpEWb-Zi4k

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Kuala Lumpur multicultural e de contrastes

A Malásia tem um outro pólo de multiculturalidade incrível!

Depois de 9 dias em Kuala Lumpur, a minha percepção é que não é uma cidade bonita, mas é uma das cidades que mais vale a pena visitar pela diversidade tão invulgar. Muito mais do que em Istambul ou no Dubai!

Nas ruas cruzam-se todos os tipos de pessoas, mas percebe-se que cada uma delas está numa pequena bolha e pertence a uma determinada "casta" da sociedade. Fascina-me sentar na rua a olhar para toda esta diversidade e tentar perceber como funciona este sistema!
A experiência de fazer parte deste sistema tão complexo é fascinante!

Fomos ao bairro mais antigo de Kuala Lumpur, que fica apenas a cerca de 1 ou 2 kilometros das grandes torres, as Petronas. Novamente uma paisagem de grande contraste entre as pequenas e simples casas originárias da Malásia e os grandes e modernos edifícios de Kuala Lumpur.
Este bairro tem imensa vida local, com mercado a preços muito mais baratos e vários restaurantes e comida de rua.
Uma verdadeira relíquia, que não podem mesmo perder na vossa visita a Kuala Lumpur!
Fiz um vídeo a falar sobre este bairro, que podem ver abaixo:


É uma realidade que parece inacreditável para nós, mas existem carruagens só para mulheres na Malásia, mas também noutros países da Ásia. Cada esquina que passamos vemos algo diferente e é mais uma viagem dentro de nós mesmos tentarmos perceber porque é que certos povos, religiões, culturas têm certos hábitos. Normalmente há uma razão!



E para aqueles que ainda pensam que a Malásia é mais um fim do mundo, este é o maior terminal de bus de Kuala Lumpur, que mais parece um aeroporto!


sábado, 22 de fevereiro de 2020

Alternativa à compra das garrafas de água 💧

Olá! Encontrámos uma boa alternativa ao consumo de garrafas de plástico! 
Esta máquina enche as nossas garrafas com água tratada :)

Beijinhos e abraços e encontramo-nos na próxima história!


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Um mês em Koh Phangan, Tailândia

Olá! Estivemos um mês na ilha de Koh Phangan e quis compilar algumas ideias da nossa experiência aqui no blogue, para quem possa eventualmente estar interessado em vir cá visitar.

O ano passado foi bastante intenso, a viver, trabalhar e a viajar na nossa autocaravana e por isso sentimos que precisávamos de uma espécie de "férias", embora nos mantivéssemos a trabalhar online, claro. Estarmos mais tempo em cada sítio, numa casa, para termos mais independência um do outro, e também queríamos calor, mar e sol e eu queria muito fazer yoga de uma forma mais intensiva.
Falei com uns amigos nómadas digitais, que nos falaram desta ilha como sendo uma espécie de hub de espiritualidade, principalmente numa determinada zona da ilha. E foi assim que viemos parar a Koh Phangan.

Em que zona da ilha ficar
Apesar de ser uma ilha pequena, Koh Phangan atrai vários tipos de pessoas diferentes. 

Na zona Sul da ilha encontramos essencialmente jovens à procura de festa. É na zona sul onde se faz a famosa "Full Moon Party", que acontece uma vez por mês e atrai muita gente. Nesta zona senti um tipo de turismo mais "fast", de consumo rápido. Fez-me lembrar um pouco Albufeira no Algarve, com aqueles pubs e um estilo atrativo para os estrangeiros e para a festa.
Esta zona é conhecida pelo movimento "inconsciente". Existem grupos de facebook deste movimento, onde são partilhadas as festas, como por exemplo o Koh Phangan unconscious community.
Esta é a zona mais conhecida e que passa mais para fora desta ilha, mas a verdade é que esta ilha tem outras facetas bem diferentes!

Na zona Norte encontramos um ambiente muito mais calmo. A Este vemos mais famílias e um turismo com talvez maior poder económico. A Oeste temos as melhores praias (Secret Beach, Haad Yao, Salad, Mae Haad) e em Koh Ma a melhor zona da ilha para fazer mergulho.
Gostámos especialmente de Chaloklum, por ser uma vila piscatória e nos parecer mais local e a vida um pouco mais barata.
Srithanu é a zona dos hippies e das pessoas que estão interessadas em yoga, espiritualidade e desenvolvimento pessoal. Esta zona é conhecida pelo movimento "consciente" e existem também vários grupos onde colocam os eventos que acontecem na ilha ligados a este movimento. São eles:

A zona do centro, Thong Sala, é onde converge, mais pessoas, dado ser a capital da ilha e onde se encontram os grandes supermercados e lojas. É uma zona interessante pela diversidade de pessoas e porque tem bastante vida local, mas não me pareceu um lugar agradável para ficar a dormir, até porque não tem praia.

Fizemos um pequeno vídeo a explicar estas várias zonas da ilha, que pode ser visto no link abaixo:



Alojamento
Queríamos estar um mês na ilha, por isso marcámos as primeiras 4 noites num hotel e depois a nossa ideia era alugar uma mota e andar pela ilha à procura de uma casa. Isto é o que faz a maior parte das pessoas e o que várias pessoas nos aconselharam fazer. 
Acontece que é época alta e nós queríamos ficar mesmo em Srithanu, por isso, quando chegámos ao terreno, percebemos que havia muitos alojamentos esgotados nesta zona, e como gostámos muito do hotel onde ficámos e nos faziam um preço mais barato de 15€/noite se ficássemos por mais tempo, acabámos por ficar.
O hotel pode ser visto neste link.
É um alojamento muito simples, mas que tem piscina e fica mesmo em frente ao mar e na parte da ilha que tínhamos interesse em ficar, já que é onde estão os centros de yoga.

Fomos ainda passar uns dias ao norte da ilha e ficámos alojados num bungalow muito bonito e extremamente limpo em Thong Nai Pan Yai. Neste vídeo fazemos uma visita guiada ao nosso bungalow, muito charmoso, por 15€/noite: https://youtu.be/HSkw7WRrnhY
Partilhamos neste link o alojamento.

Nós usamos muito o Agoda.com para procurar alojamentos na Ásia, já que tem sido o site onde temos encontrado mais oferta e a melhroes preços.
Há ainda vários grupos de facebook onde procurar casa aqui na ilha:


Comida
Em Koh Phangan come-se extremamente bem e ligeiramente mais caro do que no continente. Um prato estilo thai anda entre os 60 e os 100 baht, ou seja, entre os 1,80€ e os 3€. 
Em Srithanu, na área onde estivemos, há várias opções vegetarianas e vegan, já que muitas das pessoas que vêm para esta zona estão ligadas a um estilo de vida saudável e amigo do ambiente.

Fizemos um vídeo sobre os nossos restaurantes favoritos, que pode ser visto aqui: https://youtu.be/p2c-_D6oIfY


O que fazer
Em Srithanu não nos faltou que fazer, dado existe uma diversidade grande de escolas de yoga e atividades e eventos que acontecem simultaneamente.

Existe um site que aglomera praticamente todas as atividades da ilha - https://phangandaily.com/
Existem ainda grupos de facebook, como o Koh Phangan conscious event.

Yoga

Relativamente ao yoga, há 3 grandes escolas de yoga na ilha:
Samma Karuna
Orion Healing
One Yoga

O Samma Karuna e o One Yoga formam professores de yoga, por isso quando há professores de yoga acabadinhos de sair da forno, há aulas gratuitas de yoga para a comunidade. Faz parte do estágio deles oferecerem estas aulas à comunidade, com o intuito de contribuírem e receberem feedback.
Do que percebi, pelo menos na época alta saem novos professores de yoga todos os meses, por isso há aulas de yoga gratuitas mais ou menos duas semanas por mês.

Há ainda outros outros centro de yoga mais pequenos e mais recentes, como o Sunny Yoga, ou o HathaYoga Academy. Este último estava 5 minutos do nosso alojamento e foi onde fui a mais aulas de yoga. Situa-se numa comunidade russa e as aulas são dadas exclusivamente em russo, mas eu achei que foram das melhores aulas de yoga que tive na minha vida! Acho que os russos são muito dados ao perfeccionismo e explicam muito bem todas as posturas! ;)
As aulas eram de 2 horas de duração, muito completas, e por donativo!

Neste vídeo falo mais sobre a experiência da procura de escolas de yoga na ilha:


Onde a comunidade se junta
Todos os dias, ao pôr do sol, esta comunidade de pessoas junta-se na famosa Zen Beach. Há uma vibe muito boa, com música, há pessoas que dançam, cantam, fazem massagens, etc.
Nós fizemos um vídeo de um dos dias em que lá fomos, que pode ser visto aqui - https://youtu.be/eqpD_7iT23U


O que visitar
Bottle beach
Praia de acesso apenas a pé ou de 4x4 ou barco e por isso com menos gente.
Fizemos um vídeo da nossa visita a esta praia - https://youtu.be/zECZbanP_W4

Khao Ra
Este é o ponto mais alto da ilha, de onde se tem uma vista para toda a ilha. Infelizmente acabámos por não ir lá.

Pantip Market
Este mercado acontece ao sábado em Thong Sala e vale a pena principalmente para jantar.

Chaloklum
Gostámos bastante desta vila de vida mais local e piscatória e há um mercado ao domingo a partir do final da tarde. 
Fizemos um vídeo nesta vila que te poderá interessar - https://youtu.be/zF4-gvHzdsE

Thong Nai PanEmbora seja turística, gostámos muito desta vila, por combinar bastante bem a parte mais pitoresca com o turismo e também pela excelente praia!
Fizemos também um vídeo sobre esta vila, que poderás ver em - https://youtu.be/7ztug0J8Mbw

Passeio the elefante
Esta é uma não recomendação!
Embora possa ser tentador fazer um trekking de elefante, é importante estarmos conscientes do que isso implica para os animais. E pensarmos que sempre que damos o nosso tempo e dinheiro para um projeto estamos a financiar essa mesma realidade que queremos ver, ou não, à nossa volta. Por isso a nossa opção de consumo é a maior força que está à disposição de cada um de nós e que é importante que a exerçamos em consciência.

Fizemos este vídeo à entrada de um parque de elefantes na ilha para falar um pouco sobre turismo responsável - https://youtu.be/H6bExjtM59Q

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Koh Phangan, uma Ilha Cristal

Koh Phanang é conhecida como uma "Ilha Cristal" com grande poder de cura, já que está situada em cima de uma pedra gigante de quartzo rosa. Pedra que amplia as energias e abre ainda mais o chakra do coração.

Esta ilha é muito especial... Viemos cá parar por referência de uns amigos e agora começo a perceber que eles captaram exatamente o que procurava.
Srithanu, em Koh Phanang, é um lugar inacreditável. Parece uma pequena aldeia de brincar, com pessoas de brincar e motas de brincar. No centro da aldeia há sempre uma azáfama enorme e todas estas pessoas parecem correr numa mesma direção: em busca do amor e da (sua) verdade. Este é um dos pontos do mundo onde vem parar gente à procura essencialmente da espiritualidade e de comunidade.

É impressionante como se junta tanta gente diferente com o mesmo objetivo num lugar tão pequeno. É o que torna este lugar tão diverso, rico e tão especial.

Chegámos à Tailândia há 3 semanas e meia e tenho-me sentido muito feliz aqui na ilha.
De facto para mim viajar é essencialmente ter estas experiências e sentir-me parte de uma comunidade. Não é só o yoga, mas são todas as experiências associadas.
Com os workshops que temos feito, fomos conhecendo pessoas na ilha e agora vou na rua e conheço as pessoas e cumprimento. Esta é a parte que gosto mais! Sentir-me uma local.
Cumprimento as pessoas na rua, já sei onde compro a fruta melhor e mais barata, o restaurante que mais gosto e até já faço de "host" a pessoas que chegam à ilha.
Assim como nós fomos "acolhidos" por pessoas que já cá viviam na ilha, que nos deram dicas de como tudo funcionava, agora também nós fazemos o mesmo com uma amiga de uns amigos que cá veio parar e com uns amigos que estão para chegar na próxima 4a feira.
É muito bonita esta corrente de ajuda que se instala no mundo dos viajantes. Os que estão há mais tempo explicam como funciona aos mais novos e depois os mais novos passam a fazer o mesmo com os que chegam de novo, adicionando a sua experiência pessoal.
E como é bom passar por essas fases todas e sentir que também tenho algo a contribuir com a minha vivência e descobertas aqui na ilha!

Os finais de tarde na ilha são sempre especiais, quer estejamos mais numas de encontro com a comunidade, de dançar, cantar ou fazer um comboio de massagens, quer estejamos mais numas de ficarmos sozinhos junto ao mar ou num concerto de mantras.
Há espaço para todos neste pequeno pedaço de paraíso!

Esta estadia está a despertar várias coisas em mim e a nossa relação como casal deu um passo à frente, abrindo um pouco do véu da panóplia de formas de nos ligarmos connosco e com os outros. Já sinto missão cumprida. Aquilo que cá vinha buscar já o consegui. Acima de tudo colmatou algumas das minhas necessidades, deu-me também algumas respostas e um monte de áreas para trabalhar em casa. TPCs para o desenvolvimento pessoal, portanto!



terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Participámos num ritual de tantra para casais

Olá! Participámos no nosso primeiro ritual de tantra para casais e contamos aqui no vídeo como foi :)
Há uma ideia generalizada de que o Tantra está ligado ao sexo, mas na verdade abraça todas as dimensões do nosso ser, incluindo não só, mas também a sexualidade.
Neste experiência éramos 6 casais vestidos de vermelho e branco, num ambiente romântico e à luz das velas, a explorarem diferentes formas de contacto e de ligação profunda connosco e com a nossa cara metade.
De facto é muito importante todos os dias criarmos um espaço para cuidarmos de nós próprios e das nossas relações. Porque elas são exatamente aquilo que estamos prontos para lhes dar 💜

Um insight muito bonito que tivemos neste ritual é que quando ambos partilhámos o que mais gostamos na nossa cara metade verificámos que é exactamente aquilo que muitas vezes origina o conflito. O que mais gostamos no outro é exatamente aquilo que mais criticamos no outro. Se calhar porque é aquilo que precisamos de aprender e de cada vez que nos deparamos com essa característica percebemos que ainda não chegamos lá.

Tenho plena consciência de que somos afortunados por podermos fazer esta caminhada juntos 🙏

Saímos desta experiência com a vontade de mantermos estes rituais assiduamente, de nos nutrirmos a nós próprios e às relações mais significativas.

Beijinhos e abraços e encontramo-nos na próxima história!




domingo, 16 de fevereiro de 2020

Fascínio pela Comunidade Muçulmana

Confesso que a minha curiosidade pelos Muçulmanos aumentou ainda mais. Há qualquer coisa que me fascina nas pessoas que encontro que fazem parte desta religião!

As mulheres são doces, os homens de uma educação esmerada. Esperam pela sua vez, nunca se colocando à frente de outras pessoas. Muito pelo contrário, deixam-se ficar para o fim, mas não me parece que seja por timidez ou falta de autoconfiança. Parece-me mesmo educação.
Muçulmanos que encontrámos em serviços de atendimento ao público foram extremamente atentos e profissionais e falaram um inglês perfeito. Sempre com um sorriso genuíno, que me transmite uma sensação de confiança enorme. Muito atenciosos e carinhosos com a família deles, mas também com a sua comunidade em geral, especialmente os pares. Os homens são companheiros e as mulheres cúmplices. Quando os vejo sinto harmonia.

Gostava de me integrar numa comunidade muçulmana para conhecer melhor e ver o que mudaria na minha percepção depois de conhecer esta realidade mais de perto e a fundo. Curiosidade não me falta!

Talvez um próximo desafio? 😉


sábado, 15 de fevereiro de 2020

Malacca, presença Portuguesa na Malásia

É tanta a mistura em Kuala Lumpur, que também os nossos antepassados andaram por aqui.
Em 2008 Malacca foi declarada Património Mundial pela UNESCO. Da presença portuguesa na cidade sobrevivem ainda a Igreja de São Paulo e a Porta de Santiago da Fortaleza, conhecida como "A Famosa". Ah, e os famosos pastéis de nata!

Conhecemos nesta cidade um mochileiro francês, com quem partilhamos taxi e uma boa conversa!

Gostei da cidade, porque mantiveram muitas casas coloniais e pude sentir um cheirinho a casa 😊



quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Centros de Yoga em Koh Phangan

Olá! Neste vídeo partilho a minha procura por escolas de yoga na ilha de Koh Phangan. Existem várias escolas, umas maiores e mais comerciais, outras mais pequenas e para comunidades específicas. Há várias alternativas para vários orçamentos e inclusivamente aulas de yoga gratuitas :)



terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Descobrimos uma comunidade de apoio espetacular!

Olá! Fomos fazer uma atividade na ilha, desta vez proposta por uma comunidade de apoio, que pretende trabalhar pontos ligados ao tema do amor. Chama-se "The Circle of Lovers", ou seja, o círculo de amor. 
O tema desta sessão é sobre os limites, quais são os limites de cada um de nós. E tu, conheces os teus limites? Sabes exatamente até onde os outros podem ir? 
Não seria espetacular todos termos uma comunidade de apoio destas perto de nós para trabalharmos estas questões pessoais? :) 



domingo, 9 de fevereiro de 2020

Posto de trabalho em Koh Phangan :)

A trabalhar com vista de mar e quando dou conta tenho uma prendinha aos meus pés 🐾
Este cãozinho é dos donos do nosso alojamento. Moram aqui dois cães raça beagle super fofinhos!


sábado, 8 de fevereiro de 2020

O problema dos plásticos na ilha

Olá! Se pensamos que vemos muito plástico em Portugal, aqui vemos muito mais e é assustador... Neste vídeo contamos um pouco o que vemos no dia a dia e partilhamos ainda um projeto muito interessante que pretende reduzir drasticamente o plástico das garrafas de água e que pode ser replicado para qualquer lugar no mundo!
Trash Hero: https://trashhero.org/ 

Beijinhos e abraços e encontramo-nos na próxima história! 


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Passeio the elefante em Koh Phangan

Olá! Fizemos este vídeo à entrada de um parque de elefantes na ilha para falar um pouco sobre turismo responsável. 
Embora possa ser tentador fazer um trekking de elefante, é importante estarmos conscientes do que isso implica para os animais. E pensarmos que sempre que damos o nosso tempo e dinheiro para um projeto estamos a financiar essa mesma realidade que queremos ver, ou não, à nossa volta. Por isso a nossa opção de consumo é a maior força que está à disposição de cada um de nós e que é importante que a exerçamos em consciência. 

Aqui fica um artigo de alguém que explorou um pouco mais dobre o que acontece a estes elefantes nos bastidores: https://www.journeyingtheglobe.com/elephant-trekking-koh-phangan/
Este artigo é interessante porque o autor dá uma alternativa sustentável para quem quer fazer um passeio de elefante na Tailândia :)


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

A nossa experiência de procura de casa em Koh Phangan

Olá! Neste vídeo partilhamos a nossa experiência de procura de casa na ilha de Koh Phangan. Como fomos por quase um mês tentámos procurar uma casa para alugar, mas como era época alta tivemos alguns contratempos...


quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

E a chama acende-se!

Depois de 2 semanas aqui na ilha a fazer yoga, meditação e workshops ligados ao desenvolvimento pessoal começo a sentir o corpo e a mente a regenerarem-se!
Hoje estivemos 3h num "circle of lovers" e venho para "casa" com o coração cheio! Cheio de amor por mim e pelos outros e com a sensação de ter encontrado a minha tribo em mais um lugar no mundo.
É uma sensação de "cheio", de "imenso", que me transborda e a esperança de manter esta ligação presente ao longo da nossa vida mais nómada.
Que gratidão 💓


segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Bangkok, 4 anos depois... a perder identidade?

Já na Tailândia, em Bangkok!

Bangkok é tão grande, que poderíamos passar aqui um mês inteiro sem chegar a conhecer verdadeiramente a capital!

Há 4 anos estivemos cá e várias coisas mudaram entretanto! A moeda está agora mais forte e começamos a sentir um país "mais desenvolvido", com políticas relativamente ao uso de sacos de plástico nas superfícies comerciais, redução drástica de estabelecimentos de comida de rua por razões de higiene, substituição dos autocarros muito velhos e poluentes, etc. E os chineses começam a comprar cá e os preços das casas a dispararem.

Se por um lado tudo isto é bom para o país e melhor para o planeta, hoje ouvíamos o dono do nosso airbnb, um norueguês que se casou com uma tailandesa e mudou-se para cá, dizer que estas características foram as que o apaixonaram pela Tailândia e que lentamente a Tailândia vai-se tornando num país como tantos outros e perdendo a sua originalidade e encanto.

É interessante como o desenvolvimento e a globalização tendem a pôr os países mais iguais e uniformizados. Com o seu lado bom do progresso e melhores condições de vida e o seu lado menos bom da perda da sua identidade... 😕


sábado, 11 de janeiro de 2020

As nossas impressões do Dubai

Olá! Apenas passámos um dia no Dubai, mas fizemos um vídeo a partilhar as nossas impressões deste dia passado no Dubai. O que mais gostámos, o que menos gostámos e se seria uma cidade na qual viveríamos.



Uma cidade que encontra pessoas de todas as cores, religiões e feitios.

Tal como Istambul, o Dubai também fica num ponto muito estratégico e por isso recebe pessoas de todo o mundo.

Achei interessante perder-me no maior shopping do mundo ou de ver o edifício mais alto do mundo, mas o que mais gostei mesmo foi de me perder pelos bairros dos indianos e africanos. O Dubai não me atraiu particularmente, mas também só visitámos por um dia. A sensação com que fiquei é que é um gigante parque de diversões montado no nada, que junta muitas pessoas à volta da diversão e das compras. Se por cá ficasse uns tempos iria gostar de perceber como é a vida das pessoas que cá vivem, nos diferentes estratos sociais, religiosos, etc e como interagem uns com os outros.

Vemos indianos e outras nacionalidades com trabalhos mais indiferenciados, que provavelmente saíram do seu país em busca de uma vida melhor.

Embora as culturas se encontrem, encontram-se de uma forma desigual.

Nalgumas zonas mais pobres do Dubai éramos os únicos entre indianos e africanos e várias vezes fui a única mulher. Como visitámos no dia de oração deles, equivalente ao nosso domingo, vimos centenas de pessoas a rezarem nas ruas dos bairros. Todo o cantinho serve para colocar uma esteira e fazer a oração!

Em certos bairros vimos anúncios de arrendamento que restringem pessoas de determinada religião. Vemos que diferentes nacionalidades e religiões distribuem-se em diferentes bairros. Tal como em Istambul!

A diferença é que grande parte das pessoas está cá só de passagem, para "usufruir" ou para "servir" uma experiência megalomana.




Beijinhos e abraços e encontramo-nos na próxima história! 

Raquel & Daniel 
Digital Nomad, Blogger, Traveller, House & Pet Sitter 
https://vanrd.com/

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Dubai e a Multiculturalidade

Uma cidade que encontra pessoas de todas as cores, religiões e feitios.

Tal como Istambul, o Dubai também fica num ponto muito estratégico e por isso recebe pessoas de todo o mundo.
Achei interessante perder-me no maior shopping do mundo ou de ver o edifício mais alto do mundo, mas o que mais gostei mesmo foi de me perder pelos bairros dos indianos e africanos. O Dubai não me atraiu particularmente, mas também só visitámos por um dia. A sensação com que fiquei é que é um gigante parque de diversões montado no nada, que junta muitas pessoas à volta da diversão e das compras. Se por cá ficasse uns tempos iria gostar de perceber como é a vida das pessoas que cá vivem, nos diferentes estratos sociais, religiosos, etc e como interagem uns com os outros.
Vemos indianos e outras nacionalidades com trabalhos mais indiferenciados, que provavelmente saíram do seu país em busca de uma vida melhor.

Embora as culturas se encontrem, encontram-se de uma forma desigual.

Nalgumas zonas mais pobres do Dubai éramos os únicos entre indianos e africanos e várias vezes fui a única mulher. Como visitámos no dia de oração deles, equivalente ao nosso domingo, vimos milhares de pessoas a rezarem nas ruas dos bairros. Todo o cantinho serve para colocar uma esteira e fazer a oração!

Em certos bairros vimos anúncios de arrendamento que restringem pessoas de determinada religião. Vemos que diferentes nacionalidades e religiões distribuem-se em diferentes bairros. Tal como em Istambul!

A diferença é que grande parte das pessoas está cá só de passagem, para "usufruir" ou para "servir" uma experiência megalómana.






quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Largar tudo torna-nos mais leves e ágeis

E cá vamos nós voar novamente!

O largar tudo torna-nos mais leves e ágeis. É como carregar uma mochila mais pequena. Podemos às vezes não ter aquilo que queríamos num determinado momento, mas o facto de termos menos peso possibilita-nos ir a sítios que nunca iríamos com mais peso.

E sim, às vezes há que dar umas reviravoltas e fazer uma limpeza às nossas mochilas...

Até breve!


Raquel Ribeiro. Com tecnologia do Blogger.