segunda-feira, 20 de julho de 2020

A nossa Missão acompanha-nos

Nunca esteve tão claro para mim a minha missão como agora. Estou tão, mas tão feliz!

Grata à Pure Portugal por esta paragem forçada. Só parei à força,mas que bem que me está a fazer!

Sinto um cheio enorme, uma auto-realizacao! Sofri tantos anos à procura disto!
Como se a procura fosse fora de mim, algo que precisasse de aprender.

Mais importante que esta ideia que tivemos foi o caminho para lá chegar, sabes?
Não importa se vou fazer um projeto x ou y. Independentemente das minhas escolhas, esta missão acompanhar-me-á sempre! E isso dá uma tranquilidade, uma segurança! Aquela segurança de que não importa muito se vou para a esquerda ou para a direita. Seja para onde eu for a minha missão irá comigo 🙏✨

Lembro-me que quando

Um pouco parecido com o que senti quando a minha mãe faleceu, embora numa escala bem mais pequena

É a clarividência

Encontra o teu propósito, a tua paixão

encontrar a Paixão naquilo que queremos fazer, no nosso trabalho, e alguém dizia que a Paixão não se encontra naquilo que adoramos fazer, mas no que continuamos a mostrar / fazer mesmo quando as coisas não correm da forma esperada. Isto porque é muito certo que as coisas não vão correr sempre bem...

E não é assim também com os assuntos do Amor? 😊




Olá querida Mariana!
Ao longo do tempo tenho descoberto algumas necessidades que tenho, algumas paixões. Sofri muito por causa destas questões do propósito, da missão, etc. Queria dar o salto, mas queria ter a certeza que estava a ir de encontro ao meu propósito, a algo que conhecesse. E a verdade é que eu precisava de dar o salto precisamente para fazer esse trabalho de autoconhecimento



Ou seja, o salto no escuro era necessário para clarificar, porque acho que para fazer a descoberta que queria precisava de muitas experiências. Porque sou insegura. Há pessoas que não têm nenhuma quest



questão com isto. Outras sofrem uma vida inteira...



Mas acredito que com a idade, segurança e o acumular de experiências vamos percebendo



Para mim eu fui(-me) descobrindo através do voluntariado. Foi o meu motor de busca, associado à psicanálise que me ajudava a integrar essas experiências e a conhecer-me melhor.



Mas sinto que dei um salto muito grande principalmente depois de ter arriscado, porque vivi experiências muito diferentes e pus-me à prova várias vezes e aprendemos muito com isso



Fazermos coisas diferentes ajuda-nos muito a descobrirmo-nos



Conhecermos pessoas diferentes também, ambientes diferentes. Va,os percebendo onde está a nossa tribo



Outra coisa que me ajuda muito é escrever e mapear os meus sonhos. É tornar consciente e facilmente visível os nossos sonhos e a relação que eles têm entre si. Analisando periodicamente para mim o que é a minha missão do momento, ou o que me estimula fazer, sentir, etc e registar isso ajuda-me a criar uma espécie de padrão, algo que está sempre presente em todos eles. É nesse padrão que está o nosso propósito e a nossa missão



Ah, e desmistificar a ideia de que o nosso propósito é algo mágico e um trabalho dos nossos sonhos. Tal como no amor, a nossa alma gémea não é o homem perfeito, mas sim o homem com quem precisamos de crescer a determinado momento. Há dias li que a Paixão não se encontra naquilo que adoramos fazer, mas no que continuamos a mostrar / fazer mesmo quando as coisas não correm da forma esperada. Isto porque é muito certo que as coisas não vão correr sempre bem...



O nosso propósito é algo que está inerente em qualquer atividade que façamos, porque ele revela-se da forma mais natural. É a nossa forma de expressão mais natural seja ela em que circunstância for...



Espero ter dado alguma food for thoughts 😉


No meu caso, eu sofria muito por sentir que não estava conectada, que não tinha uma vida congruente, que não estava no sítio certo e desesperava a pensar que podia ser assim para sempre. Isso trazia-me uma ansiedade terrível e acho que era mesmo o que me fazia pior. Pior do que não nos sentirmos a ser/fazer o que somos é ficarmos ansiosos com isso e querermos sair desse estado desesperadamente



Pode estar a acontecer isso contigo também



Depois de ter conseguido resolver algumas coisas na minha vida, outras ainda continuam por resolver, mas acho que o facto de sentir que alguns passos já consegui dar, faz-me agora viver mais calma e confiar que são fases. E quando a onda má vem tento ficar quieta para não fazer disparates e tento tranquilizar-me pq já sei que irá passar. Também sei que voltará novamente. Há coisas que fazem parte de nós e não vamos simplesmente deixar de as sentir. Num momento menos conectado connosco ou num momento de crise elas voltam. Aqui o trabalho acho que é mais de desconstruir, perceber, integrar e arranjar mecanismos de lidar com isso quando vem



Eu também tenho momentos um bocado maníacos e depois depressivos, embora não me tenha sido propriamente diagnosticado nada.
Comecei a aperceber-me que escrevo melhor quando estou eufórica, mais criativa, mas ideias vêm e tudo é possível na minha cabeça. É maravilhoso!
E essa sensação é aditiva. Rapidamente queremos mais, é uma droga. Dormimos menos horas e produzimos muito mais.



A outra fase que vem a seguir é que é pior...



Mas percebi que quanto mais subia maior era a queda, por isso comecei a cortar algum gás às subidas, que era mais fácil cortar o gás na subida que nas descidas...



Agora continuo a ter alguns picos, mas mais tranquilos. Duram menos dias e aguento melhor a espera. Faço sempre o teste do tempo. Se tenho uma ideia espetacular deixo passar uns dias a ver se ela continua a ser espetacular. Se estou muito em baixo tento caminhar mais, fazer exercício e estar mais isolada e dar um desconto aos pensamentos



A mim escrever ajuda-me muito principalmente nesta questão dos picos. Se fizeres uma espécie de diário e de vez em quando leres o que escreveste ao longo de uns meses começas a olhar para ti mais de fora e a "ouvir-te" de fora. Porque no momento em que falas estás a sentir um milhão de coisas e por mais que te conheças estás metida na tua situação. Mas quando les pensamentos teus que naquele momento estás desconectada deles é muito interessante



Também vês os padrões e começas a perceber um ciclo, um padrão cíclico em ti e começas a saber o que vem a seguir. Podes não conseguir tão facilmente mudar quando queres, mas se conheceres como funcionas pelo menos relaxas mais e das um desconto às tuas emoções



Também uso a escrita para me inspirar com momentos bons que tive. Quando estou mais deprimida leio coisas positivas que escrevi e celebro o quão já me desenvolvi como pessoa



Acima de tudo, isto é um trabalho constante, para a vida toda, mas eu acredito que o tempo, a idade também nos vai trazendo mais segurança e menos ansiedade. Vamos ter sempre certas coisas em nós que temos que lidar, mas vamos lidando melhor com elas com o tempo



O importante é não nos castigarmos, não pensarmos que só a nós é que nos acontece. Cheguei a um momento em que percebi que toda a gente tem estas coisas. Eu só era mais consciente dos meus problemas e menos tolerante comigo



Em vez de te focares nas tuas limitações tenta focar-te nas tuas possibilidades. Tens várias coisas com as quais não te sentes conectada. Deixa-as por agora como que a marinar e define um tempo em que vais pegar no resto do teu tempo e vais fazer o que gostas, o que te preenche. O que te apetecer a cada momento, sem precisares de ter uma análise por trás, uma explicação. Simplesmente vive, desfruta e regista as tuas sensações. Quando releres essas experiências pode ser que tenhas aí mais algumas respostas 🙂



Caso tenhas interesse a minha psicóloga é Dra. Clementina de Almeida. Eu regressei às consultas há 2 meses, porque me sinto numa fase novamente de transição, de arriscar, e de precisar de clarificar para dar os próximos passos.
Ela está mais direcionada para os bebés agora. Tem um projeto que é o For babies brain, mas continua a atender adultos. Ela tem um canal de YouTube também



Bem, vou fazer a minha corrrida agora, que entretanto já amanheceu e já vejo a estrada 🙂
5km de corrida ao amanhecer é o melhor que há para a saúde e para o foco 🤓



Um beijinho e partilha sempre que quiseres 🤍



Tem um dia feliz 🌞



Muito grata pelas tuas partilhas, querida! Senti—me mesmo compreendida e aceite. Esse sentimento é tão bom! Sentir que não estamos sós na nossa busca e que estamos ligadas na nossa forma de ser e de sentir... isso traz alguma serenidade e paz e faz refletir tb que se estás a conseguir lidar com isso de uma forma mais serena, então tb vou conseguir ir apaziguando e lidando com estes picos de uma forma mais tranquila, assim o espero! 🙏🍀 obrigada pela referência da tua psicóloga, vou ver o YouTube dela pra já... quanto a este encontro, vou ver de q se trata, o tema agradou—me! Tb gostava mt de falar contigo acerca da viagem q fizeste com o teu namorado... n cheguei acompanhar o blog (podes dizer—mo?), mas adorava ter uma experiência assim, acho q viajar como vcs fizeram deve enriquecer imenso cada um e o casal em si. Eu neste momento n namoro nem as condições monetárias nem mundiais estão favoráveis a viagens, mas é algo que gostava mesmo de me aventurar a fazer, talvez não sozinha, mas com alguém amigo! A dica da corrida de 5km tdas as manhãs é incrível, gostava de conseguir, tenho caminhado diariamente e feito bicicleta estática e zumba (q eu adoro dançar), mas lá está zumba ao fim da tarde depois acelera—me um bocado pra ir dormir cedo... Um abraço grande e olha, estou adorar esta partilha 🙏🍀😘♥🌸

Ideias do que fazer para ajudar pessoas na mudança de vida

Sim, sem dúvida que este momento de abrandar é também para nós. Sinto mesmo essa necessidade.
Se por um lado sinto que há uma brecha e este é o momento de ação, a oportunidade de eu fazer diferente e de ajudar outros a pensarem e fazerem diferente, ao mesmo tempo sinto que este é o momento de eu também descansar, baixar os braços e render-me... Bem, se calhar é uma mistura disso mesmo. Se calhar a nossa paragem também pode ser uma inspiração, não sei. Ontem estava a ler a Sofia de Assunção dizer "E se eu não quiser voltar à normalidade"? E ela estava a dizer que ela, como coach, tinha parado as atividades dela na quarentena, por sentir que a quarentena era um momento também para ela descansar. Que transitamos da era de peixes para a era de aquário e que este é um momento que nos devemos recolher. Achei interessante, pq ela como coach poderia ter mais serviço agora, mas não. Manteve os compromissos mínimos que já tinha para estes meses (ela tinha lançado um programa de coaching até Maio, que manteve), mas deixou as outras atividades. É interessante....
Ela falava também de todos estes cursos e coisas para fazer online e que as pessoas continuam doidas a resistirem ao convite a parar, procurando agora na internet estarem com a mente ocupada. Fez-me tanto sentido! Eu estava a sentir-me "castrada" por apenas ter os 10GB de internet no telemovel, mas olha, pensei, assim aproveito a ler mais livros! Era isso mesmo o que precisava! Já terminei um e ontem comecei um novo :)
Também estou a ligar a net do telemóvel quando estou ao computador, porque é a net do telemóvel que dá net ao computador, mas de resto defini horas em que vou ao telemóvel: uma ao almoço, que é porque ligo ao meu pai por Whatsapp, e depois ao final do dia. And that's it! As pessoas andam malucas com mensagens e mais mensagens sobre o virus, política, etc. Há pessoas que de certeza que passam o dia todo na net só a encaminhar mensagens e notícias, a verem vídeos de treta. Uma vida de vazio... Não quero mesmo entrar nisso e agora quando me mandam essas tretas eu respondo por mensagem a pedir que não me encaminhem mensagens. Se quiserem falar comigo tenho todo o gosto, mas não quero ocupar as minhas caixas de mensagens com vídeos e conversa de treta, senão não faço mais nada. Estava a ser impossível e a consumir a minha energia...


Sabes, sinto que realmente há uma brecha e muita gente viu isso como uma oportunidade e foi logo "aproveitar-se" desse momento para ganhar mais projeção para o seu projeto, para inclusive criar novos projetos e negócios, enchendo de novo a vida das pessoas muitas vezes de banalidades... Parece que num momento em que devíamos parar, nunca houve tanto lixo e distração! Apesar de estarmos todos em casa e relativamente sozinhos, numa me senti com tanta falta de espaço e de silêncio!
Gostava também de contribuir para esta mudança, não sei bem como. Várias ideias já me surgiram, desde cursos online, por exemplo, que podia vender a um preço baixo, mas gostava de fazer algo diferente, sabes? Não queria que fosse mais uma treta para entreter o pessoal... Penso que podia ter a ver com este despertar, mudança de vida, até poderia ter a ver com o nomadismo digital, um lifestyle diferente de vida, para quem anseia uma mudança, mas normalmente esses cursos baseiam-se em partilhar sites onde podes procurar trabalho online, vantagens e desvantagens, mostram muitas vezes que é uma vida de sonho quando isso não é verdade. Tem desafios e são grandes! Eu gostava de dar uma visão mais realista, pessoal, mas mais de desenvolvimento pessoal, talvez, que acho que é isso o que falta. No fundo, como se fosse relacionar o que já está feito. Não iria inventar mais dicas de como arranjar este ou aquele emprego, mas iria talvez integrar e relacionar. Há tanta malta mais especializada que eu a falar de temas tão específicos, mas depois como é que se faz realmente essa mudança? Como se passa desses ensinamentos para a prática, no dia a dia? Afinal, quando as pessoas procuram esta vida estão à espera de quê? Como é que elas chegaram à decisão de quererem seguir este caminho? O que as faz pensar que esta vida lhes vai proporcionar algo diferente?
Quando vejo estes videos de nomadismo digital parecem-me todos muito iguais e não faria sentido fazer mais um igual aos outros... Mas também é difícil criar e fazer diferente, ainda por cima querendo um tema mais abstracto...


Neste momento sinto que há tanta agitação, tanta oferta e tanta distração, que nem sequer vejo espaço para poder criar algo sério e de valor. Por outro lado, nunca as pessoas estiveram tão abertas para receber algo novo...
E acho que com este tempo de quarentena, com familiares a morrerem ou a ficarem doentes, com a crise que ainda aí vem, vai haver muita gente a questionar-se do que anda aqui a fazer, uns a fazerem mudanças de vida, outros a deprimir porque sentem que não têm alternativa. Pode ser um momento para ajudar estas pessoas a construírem devagar caminhos alternativos. Há muita informação sobre o que se tem que fazer para arranjar este ou aquele emprego para se mudar de vida, mas não me parece que haja dicas sustentáveis de como se pode fazer essas mudanças dentro de cada um, ao longo duma comprida jornada... Porque também não é fácil fazer isso! Para isso é que há os psicólogos que fazem acompanhamento... ;)
Lembro-me muitas vezes de como o voluntariado me ajudou a conhecer-me melhor, de como me tem ajudado o meu mapa dos sonhos para me orientar. Para me encontrar quando me sinto perdida, para me orientar na ação dos próximos passos, para perceber como os meus sonhos se relacionam e criam sinergias entre si. Talvez essa dica pudesse ser útil também para outras pessoas!
Mas a ver vamos, com o tempo, a ver o que surge...


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(Cristina Leite resposta)

Acho que faz todo o sentido essa reflexão que estás a fazer sobre como tornar a tua experiência útil para pessoas que queiram fazer a transição para o digital. A sensação que tenho, nas poucas vezes que procurei informação sobre marketing digital, por exemplo, é que de facto toda a gente diz a mesma coisa e que não acrescenta grande valor a quem está à procura de informação. É um repetir de dicas e segredos, com muito pouca base de sustentação. E tu tens uma visão muito pragmática, uma experiência já longa e muita reflexão sobre o assunto e os desafios dessa transição. E a experiência de voluntariado e de viagem e contacto com projetos alternativos. Acho que é informação rara e valiosa, se a condensares, como fizeste no Espiga, por exemplo.
Muita gente mudou-se para o online agora à pressa e o tempo filtrará quem fica ou não e tu podes dar um apoio mais continuado.


VER OS POSTS DE COACHING QUE JÁ PUBLIQUEI, PARA VER COMO ENCADEAR...

A experiência como factor decisivo para uma mudança de vida com sucesso

Olá! Neste artigo vais perceber como na minha perspetiva as pequenas experiências são um factor decisivo para uma mudança de vida com sucesso.

Há dias estava a comentar com uma amiga que quase todas as pessoas que conheço têm uma "panca", que se vai acentuando com a idade. Umas pessoas acreditam que é uma determinada religião que as coloca no centro do seu equilíbrio, outras acreditam que é seguir um determinado estilo de alimentação. No meu caso, eu acredito piamente que as experiências são um factor decisivo para uma mudança de vida com sucesso. Acredito nisto porque foi a resposta que encontrei e que tem funcionado para mim desde sempre para encontrar o meu propósito de vida.

Então que tipo de experiências nos ajudam a mudar a nossa vida?
Todo o tipo de experiências! Não tem que ser necessariamente um estágio profissional com vista a obter um novo emprego, se a nossa dúvida se relaciona mais com a questão profissional.
Pode ser qualquer experiência de vida, até mais pessoal. O que interessa mesmo é colocarmo-nos nas situações para vermos como nos sentimos e como nos saímos.

Porquê que as experiências ajudam a mudar de vida?
As experiências que vamos tendo ao longo da vida dão-nos pequenos sinais daquilo que vibramos a fazer, das nossas dificuldades, dos nossos dons, e ajudam-nos a dar com mais segurança um passo que pode ser muito assustador como mudar de vida.

Onde posso encontrar essas experiências?
Em qualquer lado. Podem ser experiências com programas mais definidos, como por exemplo fazer retiros, ou programas de férias com voluntariado. Há imensas organizações que fazem isso, como o Para Onde, e que são formas mais fáceis de começar, porque alguém organiza as coisas por nós.
No entanto, as experiências mais simples podem proporcionar-nos uma imensidão de aprendizagem. Tudo é do tamanho que estamos prontos para lhe dar, já dizia uma amiga minha. Por isso posso apenas combinar com alguém que admiro ir ajudar em qualquer coisa que quero aprender com essa pessoa. Por norma as pessoas não recusam receber ajuda, quando temos uma motivação grande para aprender, por isso para mim é uma excelente porta de entrada!

Quando posso fazer essas experiências?
Posso optar por fazer uma vez por semana, a uma determinada hora, e/ou escolher uma altura do ano. Eu fiz várias experiências de voluntariado durante a semana, à volta da zona onde vivia e nas férias fazia voluntariado internacional. Ia para projetos noutros países e combinava assim a necessidade de viajar com a necessidade de crescer. E a boa notícia é que não é preciso ter muito dinheiro para fazer estas experiências. Na verdade fica bem mais barato do que ir uma semana para o Algarve e no final trazemos bem mais na bagagem do que o que levámos :)
A isto chamo as viagens com propósito.

E que tipo de experiência escolher?
É pensar onde e com quem me vejo a viver, a trabalhar, a colaborar seja em que projeto for. Se só consigo ver o que não quero e não tenho ideia nenhuma do que quero, talvez começar por pesquisar na internet mais sobre temas que me interessam, falar com pessoas que me inspiram porque de alguma forma mudaram para uma vida que admiro. Ler, inspirar-me e seguir essas pessoas ou esses projetos.
Se ainda assim não surgir nenhuma ideia do que poderia experimentar é mandarmo-nos para uma coisa que gostávamos de aprender. Qualquer coisa! Não tem que ter um objetivo específico, mas pode ser simplesmente um pontapé de saída para sair da inércia.

Na hora de agir
Esta é a hora mais difícil e eu costumo dizer que há ali um click qualquer que nos faz avançar. Normalmente um momento na nossa vida no qual sentimos mesmo que precisamos de avançar. Uma desilusão amorosa, a morte de alguém querido, são tudo boas oportunidades para nos ajudarem a mudar de rumo.
Mesmo que sintas que ainda não tens a resposta da direção que queres para dar um "tiro certeiro", o que importa nesta fase é que tenhas energia e motivação para experimentar algo. É muito fácil nesta fase ficarmos tolhidos pela imensidão de coisas que poderão não correr bem e acharmos que ainda não estamos suficientemente preparados para dar esse passo. A isto chama-se o síndrome do impostor. Já ouviste falar? Há um vídeo interessante sobre este tema: https://www.youtube.com/watch?v=ufUiMDoETn0

Mas sabes que mais? O melhor destas pequenas experiências é que não tens que provar nada a ninguém! Ninguém vai esperar o mundo de ti! Este é um contexto extremamente seguro que te é dado para te explorares sem pressões. Podes ser realmente quem tu és e conhecer-te enquanto ajudas alguém. Há alguma forma mais simples do que essa para evoluir?

Para além disso, é impossível conseguirmos ver a mais do que alguns metros da nossa visão. Eu imagino muitas vezes a vida como uma estrada de montanha com curvas. Há zonas com retas e zonas com curvas e contracurvas. Independentemente da zona onde nos encontramos no momento, só temos visibilidade até à próxima curva e só conseguiremos ver mais à frente depois de avançarmos mais um pouquinho até à próxima curva. É possível e desejável que olhemos para o mapa antes de iniciar viagem, que imaginemos os percalços que iremos ter, que tipo de estradas iremos percorrer, mas a verdade é que só percorrendo a estrada é que iremos finalmente conhecer a sensação de estar na estrada. E a minha experiência diz-me que é bem melhor do que nos mapas, porque mostrando a nossa intenção ao mundo sinergias que não esperávamos acontecem e que não constam dos mapas. São reações químicas entre os nossos desejos e os desejos de outras pessoas e é isso que faz o caminho ser tão mágico e tão único :)


Durante a experiência o que preciso?
Registar o que vou sentindo a par e passo. 
Sei que há pessoas que têm mais facilidade em escrever do que outras. Para mim a escrita funciona muito bem, porque enquanto escrevo mais ideias surgem. Mas qualquer tipo de registo funciona, desde que o consigamos rever mais tarde. Pode ser em audio, ou em video, em desenho, etc. O que interessa é mesmo registar o que sentimos em cada experiência, os pensamentos, as sensações, porque mais tarde vão ser muito importantes para conseguirmos ir ainda mais a fundo no nosso autoconhecimento.

Muitas vezes estamos com uma visão turvada pelo momento, ou porque as coisas não estão a funcionar como queríamos, ou porque simplesmente estamos com a mente numa outra direção, e rever as sensações e pensamentos que tivemos quando estávamos a viver outros acontecimentos ajuda-nos a perceber:
1) Em que contextos fomos mais e menos felizes
2) Quais foram as nossas dificuldades em cada uma das experiências
3) Em que situações nos sentimos mais fortes e mais conectados com o nosso propósito e o que tinham de especial essas experiências ou esses contextos
4) 

Depois da experiência
Para que uma experiência tenha o propósito de crescimento é preciso que seja integrada. Significa que é necessário dedicar algum tempo para a rever posteriormente, no nosso contexto de vida "normal". Por isso é que é tão importante o registo. Porque depois de viver a experiência de aprendizagem só iremos integra-la quando a revermos. É por isso que existem os testes e exames, porque nos obrigam a estudar e a sedimentar as aprendizagens que fazemos ao longo das aulas.
Este tempo de paragem é extremamente importante e crucial para que as aprendizagens tenham impacto e produzam mudança na nossa vida.
Quantos de nós não fez já cursos e foi a congressos que fizeram todo o sentido, vieram cheios de força e ideias para casa mas passados 2 ou 3 dias as coisas ficaram em águas de bacalhau e afinal é como se tivéssemos perdido o nosso tempo naquele evento? 
Sem integração não há aprendizagem e sem fechar este ciclo não se evolui para um ciclo seguinte.


Ok, já sei o que quero, mas e agora como faço isso a "tempo inteiro"? Como me preparo para uma mudança de vida?
Isto é muito bonito de tirarmos um tempo do nosso tempo para irmos à procura do nosso propósito, mas muitas vezes não sentimos ter esse tempo, ou porque temos filhos ou alguém para cuidar, ou porque simplesmente sentimos não ter condições financeiras para o fazer.
Mas sabem que mais? Ajudar alguém a fazer qualquer coisa tira o tempo que nós quisermos tirar e a despesa decorrente disso em gasolina ou outras despesas também podemos gerir em função daquilo que podemos dispor. Na verdade, o voluntariado ensinou-me a ser bem mais minimalista e a precisar de menos para viver melhor.

No entanto, quando pensamos em mudar de vida e deixar a nossa profissão, por exemplo, há que ter outra preparação. No meu caso, eu tentei ver soluções de rendimento passivo. Podem pesquisar na internet, mas são formas no fundo de conseguir ter um rendimento 



Conclusão:
Tens que sair do sofá e fazer uma coisa que te entusiasme para descobrires o que gostas e descobrires onde queres estar e com quem. É a fazer coisas e a conheceres pessoas que te vais encontrar a ti e a tua tribo! Foi assim que funcionou e que continua a funcionar para mim, mas obviamente há várias abordagens e a tua pode ser diferente. Mas mais uma vez, é a experiência, a tentativa e erro que te vai fazer chegar ao que funciona melhor para ti ;)

Por estas razões vejo a experiência como factor determinante para o autoconhecimento e mudança de vida. Mudar de vida antes de fazer este processo pode dar maus resultado. É preciso muita convicção para nos momentos maus sabermos que continuamos no caminho certo, por isso o autoconhecimento, na minha perspetiva, é mesmo a forma de chegarmos a uma vida feliz e com mais significado.

Voltar aos lugares onde fomos felizes funciona?

Olá, bem-vindos!
Já vos aconteceu quererem voltar a ter uma experiência que vos fez muito feliz no passado?
E que tal? Conseguiram sentir a mesma coisa?
Eu sempre que tentei saiu-me furado. Acho que é impossível voltarmos a sentir exatamente a mesma coisa perante o mesmo estímulo, uns anos mais tarde.

Lembro-me, por exemplo, de sítios que visitei mais do que uma vez. Se a primeira foi deslumbrante, a segunda já não teve o mesmo impacto. Por um lado porque já não é novidade. Por outro porque ia com expectativa de sentir uma coisa que não se repetiu e não se repete porque entretanto os meus olhos viram outras coisas, o meu coração sentiu outras coisas e portanto o meu filtro já não é o mesmo. Ora, a minha resposta a um estímulo também não pode ser...

Mais uma razão para aproveitarmos o momento único do presente!

Mas não desesperem! Tudo é do tamanho que estamos prontos para lhe dar, por isso a emoção vai lá estar para a vivermos quando menos esperamos...

PS - Desculpem o suspiro do Daniel. Ah! Ah! Ah!


Beijinhos e abraços e encontramo-nos na próxima história!

Raquel
Digital Nomad, Blogger, Traveller, House & Pet Sitter
https://overtrail.com

segunda-feira, 13 de julho de 2020

De que forma o Minimalismo me ajuda a mudar de vida


Olá, bem-vindos!
Uma das coisas que mais me ajudou a mudar a minha vida foi ter percebido que o mais importante não se compra com dinheiro. Este processo de downsizing tem sido importante para mim: o caminho do minimalismo. O perceber o que realmente nos faz sentirmos felizes, desconstruir ideias que possamos ter daquilo de que realmente precisamos. Tal como num vídeo anterior eu falava que se calhar não era a cenoura o que eu procurava, mas sim a sensação crocante da cenoura, também em muitas das necessidades que pensamos ter está a procura duma sensação que podemos ter de outras formas, que nem sempre as estamos a ver. E se precisarmos de menos para viver seremos mais livres de escolhermos o nosso caminho..

Tal como nas caminhadas do monte, também na caminhada da vida, quanto mais leve for a nossa mochila, mais ágeis e mais longe conseguiremos chegar.

O segredo para a libertação não é conseguir ter mais, mas sim conseguir viver com menos...


NOTA: O vídeo que falo sobre a cenoura pode ser visualizado aqui:
https://youtu.be/hoaBaIJByzA


Beijinhos e abraços e encontramo-nos na próxima história!

Raquel
Digital Nomad, Blogger, Traveller, House & Pet Sitter
https://overtrail.com

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Para reescrever a nossa história é preciso evoluir...

Olá, bem-vindos!
Há uns anos atrás viajei para um país que para muitos é visto como um paraíso. Contactei varias organizações locais e porque é um país com pouco acesso a bens disponibilizei-me para levar coisas de Portugal. Recebi uma lista dessas coisas e quando dei conta estavam lá medicamentos para a depressão e ansiedade.
Aquilo intrigou-me imenso! Como é que alguém vai viver para este paraíso e precisa deste tipo de medicamentos?

Quando vou para o campo, por exemplo, sinto que o meu batimento cardíaco baixa, sinto-me mais feliz, por isso digo muitas vezes que se uma pessoa está stressada na cidade cura-se a ir viver para o campo.

Mas aí é que está! Descobri que aquela sensação maravilhosa que temos de que "eu vivia aqui feliz para sempre" tem um prazo curto de duração. Quando mudamos de vida para um outro lugar levamos tudo connosco. Tudo, mesmo tudo! Os nossos pensamentos, hábitos, sentimentos, as nossas ansiedades. Até já vi workaholics no campo, sem tempo para conversarem com as pessoas!

É verdade que uma experiência nova nos dá um livro novo para começarmos a escrever uma nova história do início, mas se usarmos a mesma caneta de sempre sem lhe mudarmos a carga, vamos reescrever a mesma história...

Para reescrever a nossa história é preciso evoluir...


Beijinhos e abraços e encontramo-nos na próxima história!

Raquel
Digital Nomad, Blogger, Traveller, House & Pet Sitter
https://overtrail.com
Raquel Ribeiro. Com tecnologia do Blogger.