sexta-feira, 14 de agosto de 2020

O meu Detox Digital na Offline Portugal

Olá, bem-vindos! Neste artigo vou partilhar a minha experiência de Digital Detox com a Offline Portugal, ou seja, uma experiência de uma semana sem internet nem telemóvel num local remoto em Aljezur, sul de Portugal.


Tempo estimado de leitura: 10min

Retiro, Yoga


Neste artigo vais ficar a saber:

- Como conheci a Offline Portugal

- Por que decidi fazer um Detox Digital

- A Offline Portugal proporciona uma experiência que combina Surf, Yoga, Meditação, Música e Oficinas Artísticas e não é um retiro

- Como foi a minha experiência como participante e como voluntária

- Os meus melhores momentos

- Os meus piores momentos

- O que aprendi com esta experiência

- Pós Offline Detox Digital: impactos em mim e na minha rotina

- Pós Offline Detox Digital: o que podemos fazer a partir daqui

- Material educativo para o bem-estar digital

- Saldo Geral da Experiência Offline

- Os meus próximos passos


Como conheci a Offline Portugal

Soube da Offline Portugal há uns meses, através da minha amiga Cristina Leite e achei muito interessante o conceito, porque já vinha a sentir a necessidade de desligar das redes e da internet duma forma geral. 

Offline Portugal é um movimento de consciência que convida à desconexão da tecnologia para a conexão connosco, com os outros e com a natureza. A Bárbara, fundadora deste projeto, desenhou uma experiência de uma semana para vivenciar este conceito e proporcionar uma semana sem telefones nem internet, com diferentes atividades como o Surf, Yoga, Meditação, Música e Oficinas Artísticas e de Autodesenvolvimento e ferramentas que nos ajudam a desligar a nossa mente e a focarmo-nos no presente, expandido assim a nossa criatividade.


Por que decidi fazer um Detox Digital

Após 4 anos a trabalhar online, sem fins de semana nem férias, a viver em 9m2 de autocaravana com o meu companheiro de vida e de trabalho, este ano decidi que era mesmo importante fazer um retiro em que me desligasse da internet e do mundo lá fora e conectar-me apenas com o meu mundo. Desde sempre fiz experiências destas e já não fazia há algum tempo e de facto é importante. Sentia-me viciada nas redes sociais e nunca me conseguia desligar, sentir aquele sossego de estar no fim do mundo. Estranho, não é? Porque as pessoas vêem na VanLife / vida na autocaravana uma liberdade imensa. Mas a verdade é que quando andamos com os computadores e a internet atrás a liberdade perde-se às vezes ali no meio... Amarras da nossa cabeça, sem dúvida, mas como a nossa cabeça comanda tudo o resto, temos que dar ouvidos ao que ela e o nosso corpo nos dizem... E de vez em quando é mesmo importante fazermos uma paragem.


O que encontrei: A Offline Portugal proporciona uma experiência e não um retiro

Eu já fiz alguns retiros e ia a contar com um retiro como os que tinha feito anteriormente, mas de facto o que nos é proporcionado aqui é uma experiência e por isso pode ser adequada a um público mais alargado, que pretende um espaço para se reconectar, mas que não tem que estar familiarizado com o yoga ou com outras práticas mais espirituais e que pode combinar com férias na praia.

Durante a nossa semana tivemos atividades como: Yoga, Meditação, Caminhada, Música e Dança, Journaling, Workshop de Geometria Sagrada, sessões de Coaching e Jam session. Nos tempos livres cada um decidia o que queria fazer: fazer caminhada na natureza, ler um dos livros da biblioteca, escrever, desenhar, apanhar sol, ou mesmo ir à praia.



Como foi a minha experiência como participante e como voluntária

Participei nesta Experiência Offline como um Detox Digital pessoal e também com vista a uma potencial parceria com o meu projeto Pure Portugal Holidays, na secção de retiros e experiências.

Durante a semana cozinhei para os participantes e ajudei como anfitriã e guardiã do espaço. Esta colaboração permitiu-me usufruir da experiência gratuitamente, bem como trabalhar com a Eva e a Jasmine, outras voluntárias alemãs, com quem aprendi imenso e estabeleci uma relação muito boa!

Apesar de eu ser bastante estruturada e metódica, gostei muito da despreocupação e fluidez com que as coisas aconteceram nesta colaboração. Eu fui ter com a Bárbara um dia antes da experiência começar, ela deu algumas orientações muito simples de coisas que devíamos ter atenção, mas depois nós é que decidimos o que iríamos cozinhar, a que horas fazia a manutenção do espaço, etc. E acabou por ser muito fluído e prazeroso!



Os meus melhores momentos

- A fluidez no trabalho


- Senti-me na barriga da minha mãe

No final da meditação ativa estávamos ofegantes, porque tínhamos estado a fazer uma dança durante vários minutos. A Bárbara sugeriu deitarmo-nos de barriga para baixo e ouvirmos o nosso coração. Era de manhã e o sol estava a bater diretamente no nosso corpo. Fechei os olhos e via uma cor alaranjada do sol, ouvia o meu coração, e de repente começou uma música com uma mulher a cantar a solo, que me parecia embalar. Eu estava ali, quente, dentro da barriga da minha mãe e ela estava a cantar-me uma música de embalar. Foi um momento maravilhoso!


- Estas Tonne Viagem Sonora

Ouvimos durante 60min o álbum "Internal Flight" dos Estas Tonne e foi uma viagem absolutamente libertadora! A música tem partes mais altas e baixas, com vibrações diferentes que provocam estados e sensações diferentes na nossa mente. Chorei praticamente o tempo todo, numa mistura de sentimentos como aflição, vulnerabilidade, libertação, gratidão e amor. Foi uma das melhores viagens da minha vida e lembrou-me como a música pode ser tão terapêutica!


- Música, Mantras e Improvisação vocal

Desde pequena que gosto de cantar. Estive a frequentar 2 anos o conservatório de música, mas depois desisti, porque sentia que era demasiado clássico e solitário. Hoje vejo a música duma forma mais artística e terapêutica. Uma ferramenta que une as pessoas num círculo, que as permite brincar e comunicar umas com as outras, criar, chorar, libertar emoções. A Bárbara, a Eva e o Manuel, que esteve connosco também a ajudar, são grandes fãs da música, por isso tivemos ali logo uma conexão muito forte. Não sabia disto e não ia a contar com isto, mas foi uma agradável surpresa relembrar o meu gosto pela música e em especial pelo canto e pela improvisação. Durante esta experiência cantámos várias vezes em círculo e o meu coração encheu-se duma maneira que já não me lembrava, desde a última vez que cantei em círculo. Talvez a última vez tenha sido mesmo quando estive no Vale da Lama, também uma experiência inesquecível...

Cantar proporciona-me uma conexão comigo própria e com as pessoas que estão à minha volta duma forma que é impossível fazer-se a falar. É uma outra forma de ligação mais criativa e harmoniosa, que nos faz sentir que de facto somos um... 🎵


- A avozinha à volta dos tachos

Um dos participantes pediu-me uma sobremesa específica para a última noite, o que me fez encher de brio e de vontade de satisfazer o desejo! Quando estava a fazer a tal sobremesa, o banoffee, juntaram-se à minha volta para ver e ajudar a fazer a sobremesa e eu estava com aquele brilho nos olhos e cheia de gosto a dizer que isto ia ficar muito bom, etc. E foi quando um dos participantes me disse que eu parecia a avozinha à volta dos tachos com os seus netinhos. E era de facto assim que eu me sentia: uma avozinha a fazer a sobremesa preferida dos meninos... Foi um dos melhores momentos porque percebi o quão para mim é importante servir, independentemente da tarefa a que me proponho fazer. E percebi que tenho vindo a explorar diferentes formas de expressar este amor que tenho para dar, sempre com o objetivo de reunir as pessoas e de fomentar a harmonia. 


- Journaling

Um dos meus melhores momentos foi mesmo sozinha, a escrever. A escrita tem este efeito em mim, inspirador e de conexão comigo.



Os meus piores momentos

Não tive propriamente momentos maus durante esta experiência à excepção dos pensamentos menos positivos que às vezes me assombram e que não me deixam viver a experiência no seu maior potencial e presente. Falo de inseguranças, crenças sobre aquilo que somos ou que deveríamos ser e pensamentos duma forma geral que nos desviam do momento presente.

A ecstatic dance foi a atividade do programa que menos aproveitei. Penso que não consegui libertar-me através da dança como consegui através da viagem sonora ou do canto / música e por isso não desfrutei tanto, mas tenho que experimentar novamente e com um tipo de música que me diga mais.


O que aprendi com esta experiência

- Está tudo igual e não perdi nada

Pensei que ia ser mais difícil, mas no final da semana offline tudo estava igual cá fora e nada de importante tinha acontecido e nada tinha perdido e cá dentro tinha acontecido imenso! Não há que ter medo de desligar, porque não há nada no mundo que possa ser maior do que aquilo que acontece dentro de cada um de nós, por isso faz muito sentido investir o nosso tempo em nós, naquilo que permite a nossa evolução. 


- Desligar para que a criatividade entre

Durante esta semana senti que as rotinas podem ser mesmo importantes para o nosso bem-estar e favorecer ou prejudicar a criatividade. Sempre me achei uma pessoa pouco criativa, por ser mais estruturada e metódica, mas a música e escrita têm efeitos em mim muito libertadores e criativos. Preciso é de criar rotinas onde estejam presentes duma forma assídua e a criatividade vem. O importante é estarmos presentes e desligarmos as distrações e o essencial fica.


- A minha companhia é um entretenimento de horas

Na verdade, o facto de estar offline permitiu-me lembrar de como a minha própria companhia pode ser tão divertida e até absorvente! Basta-me ter papel e caneta, um livro e sítio para caminhar na natureza e eu passo dias entretida! E mais do que entretida, feliz por estar na minha companhia :)


- Ser voluntária e participante dá-nos mais profundidade à nossa jornada

Por um lado é uma lição de como podemos fazer sempre aquilo que queremos fazer, seja duma forma ou doutra. Por outro lado, a nossa experiência tem várias dimensões e por isso a nossa jornada pessoal torna-se mais intensa e aprendemos mais sobre nós.

Outra questão tem a ver com o voluntariado. Já fiz muito voluntariado durante vários anos, mas já não fazia há algum tempo e lembrei-me da sensação da entrega generosa e gratuita. Por muito que gostemos do nosso trabalho e que ele contribua para o próximo, essa entrega gratuita é insubstituível! Porque é muitas vezes ao dar ao outro que exploro novas formas de expressar o meu amor e que descubro mais qualquer coisa sobre mim. E é esta descoberta das coisas mais simples que me mantém viva e apaixonada pela vida!


- Há esperança nesta nova geração!

Os participantes eram todos mais novos do que eu. Pois é, já entrei nessa fase... Extremamente maduros para a idade e exigentes consigo próprios. Foi muito bom sentir que há malta mais jovem que se interessa por ter experiências que acrescentem ao seu desenvolvimento pessoal. Que se esforçam todos os dias por serem melhor pessoas, por saírem das suas zonas de conforto e se entregarem ao desconhecido. Um bem-haja!


- As pessoas mais desconfiadas ou que demoram mais tempo a se darem são as que mais têm para dar

Isto é algo que tenho vindo a perceber ao longo do tempo e nos retiros vemos bem essa transformação a acontecer. As pessoas que mais sofrem e que muitas vezes são agressivas são as que mais amor têm para dar. São aquelas que são capazes de dar a vida pelos outros e as que mais necessidade têm de amar e serem amadas.


- Tudo se resume ao amor

Toda a nossa ação se resume ao amor que colocamos nas coisas. Lembro-me dum momento muito bom que tive quando de tarde foram todos para a praia e eu preferi ficar na casa a descansar e a antecipar o jantar. Senti aquela calma de poder fazer as minhas atividades em silêncio e de preparar o jantar com calma. Fiz uma sobremesa durante a tarde e lembro-me bem da sensação que estava a sentir quando pensava que iriam chegar cheios de fome da praia e que o jantar ia ser reforçado, com direito a sobremesa e tudo. E senti uma satisfação enorme e um prazer por poder alimentar todas as nossas bocas sobretudo com imenso amor... 💗 E pensei que não há nada mais básico do que darmos de comer. É básico na nossa existência e tantas vezes tomamos por certo...

Saí desta experiência a sentir que de facto o nosso trabalho / colaboração em cada coisa que fazemos é uma manifestação de amor, por isso é mesmo importante que façamos algo que gostamos e que esteja alinhado com os nossos princípios e causas.



Pós Offline Detox Digital: impactos em mim e na minha rotina

- Como Pessoa

Estes ambientes fazem-me sentir mais feminina, mais calma, compreensiva, mais humilde.

Filhos? Sim, em comunidade!

Procuro comunidades que tenham estas atividades todos os dias e onde eu possa estabelecer uma relação mais profunda. Que não sejamos apenas pessoas que se cruzam numa aula de yoga, mas que sejamos pessoas pessoas em processo de desenvolvimento pessoal e comunitário. 

Yoga, Música e Comunidade. Transformação Pessoal. Incorporar o journaling e a música na minha vida é uma prioridade que tenho deixado para trás.

Journaling - consegui criar este hábito que é tão importante para mim e que tanto me ajuda a refletir sobre os acontecimentos do dia, sensações e sentimentos, e que potencia os meus insights e conclusões.

Rotinas detox digital - durante o evento li um livro chamado Detox Digital, que tem várias dicas de hábitos que podemos instalar na nossa rotina com vista a estarmos mais presentes no momento e a desconectarmo-nos mais da internet. Trouxe então para casa uma rotina escrita por mim que compilou algumas dicas deste livro e integrou naquela que já é a minha rotina habitual.

Alguns exemplos: Fiz uma revisão às notificações das redes sociais e emails e passei a ligar a internet no telemóvel só quando preciso de aceder ao aparelho. De resto está dentro duma caixa para que eu não o veja, nem veja as luzes das notificações a piscarem ;)


- Como Profissional

No meu caso as esferas pessoal e profissional estão muito ligadas, mas posso dizer que vinha à procura também duma dimensão de colaboração. A este nível correu também muito bem. A sensação de ajudar a Bárbara a proporcionar esta experiência / viagem foi muito boa! Foi bom sentir-me não só como participante mais passiva, mas como alguém que estava realmente comprometida com a experiência e queria vivê-la da forma mais intensa possível, alguém que para além de responsável pelo espaço e refeições era uma aluna dedicada e motivada, sempre a espalhar entusiasmo pelas descobertas que ia fazendo. O cuidar do espaço parece por vezes um trabalho mais invisível e menos ativo, porque promovemos apenas o bem-estar geral, um espaço limpo e quente não só de temperatura mas de harmonia e acolhimento. Mas é uma condição base e estruturante para o trabalho de transformação pessoal que se pretende nestes eventos.

A minha motivação pessoal, o meu trabalho de desenvolvimento pessoal e a minha mudança de vida proporcionaram uma colaboração extremamente rica e senti que consegui dar suporte a vários níveis e que contribui para a minha transformação pessoal, mas também coletiva. E isso preenche-me e realiza-me imenso!



Pós Offline Detox Digital: o que podemos fazer a partir daqui

No último dia a nossa team da experiência foi à praia de tarde e pudemos conversar e integrar um pouco da experiência. Pensar no que correu bem e no que poderia ter sido melhor. Acho sempre tão importante este momento como todo o momento da experiência. Para que serve a experiência se não a integrarmos depois na nossa vida?



Também por este motivo, a Bárbara iniciou agora um novo serviço da Offline que se chama INLINE Home Design, que pretende ser um serviço de Consultoria a pessoas que estejam a sofrer mais com o teletrabalho. Por outro lado, a ideia também é continuar em contacto com os participantes destas experiências e, se necessário, ajudar-los na rotina diária deles em casa e também na re-organização do espaço. 

Uma das coisas que mais me agradou na Bárbara foi esta preocupação com "e o que acontece depois quando os participantes saírem daqui e voltarem para as suas casas?" Acho sempre estas experiências maravilhosas, nem que sejam só pelo momento em que duram. A verdade é que o esforço de integração das experiências nas nossas rotinas depende única e exclusivamente do nosso esforço e de quanto queremos dar àquela experiência do nosso esforço e dedicação. Mas este processo pode ser verdadeiramente difícil e às vezes a ajuda certa no momento certo faz acontecer o que não acontecia há muito.


Material educativo para o bem-estar digital

No canal de Youtube da Offline Portugal podem ver vários vídeos sobre o tema e conhecer um pouco mais do trabalho da Bárbara. Eu aconselharia o video Digital Welness in Times of Crises se tiverem interesse em saber mais sobre o conceito da Offline. Neste video a Bárbara conta o seu percurso/relação com a tecnologia desde os seus 15 anos.

Também achei muito interessante a entrevista no podcast Kológica da Atriz Vera Kolodzig sobre o digital detox.

Durante a minha experiência eu li o livro detox amazon. 



Saldo Geral da Experiência Offline

O grupo de participantes era muito especial e como eram todos portugueses estabelecemos ligação mais rapidamente. O programa teve a dose certa entre estrutura, flexibilidade e abertura. 

Acho um excelente programa de férias combinado com uma experiência de desenvolvimento pessoal e praia, se a pessoa quiser. É um programa que visa sobretudo experimentar atividades diferentes e permitir assim aos participantes expressarem-se de formas diferentes e encontrarem as formas que fazem a mais sentido para cada um. Assim sendo, qualquer pessoa é bem-vinda nesta experiência, já que o conceito não é restrito ao yoga, ou à espiritualidade, mas é sim um convite à abertura a vários mundos, que permitira a expansão que cada um quiser fazer.



Os meus próximos passos

Os meus próximos passos serão certamente dados à volta desta exploração pessoal. Uma coisa que o Covid me deu foi aprofundar o lado essencial dos meus sonhos. Foi redescobrir o que me faz levantar todos os dias de manhã e ter os meus melhores 5 minutos a descobrir o que de maravilhoso vou fazer neste novo dia. Esta descoberta pessoal é o que me move e poder fazer isso em processo de grupo é ir ao céu e voltar! A minha dádiva é proporcionar este espaço emocional e físico seguro, harmonioso e acolhedor, partilhar a minha experiência de desenvolvimento pessoal e de mudança de vida, de encontro ao minimalismo.

Quero fazer mais experiências destas, neste formato de troca de saberes e de ajuda e explorar este meu gosto e dom de cuidar dos espaços e dos outros nos seus processos de transformação pessoal.

Namastê 🙏

segunda-feira, 20 de julho de 2020

Voltar aos lugares onde fomos felizes funciona?

Olá, bem-vindos!
Já vos aconteceu quererem voltar a ter uma experiência que vos fez muito feliz no passado?
E que tal? Conseguiram sentir a mesma coisa?
Eu sempre que tentei saiu-me furado. Acho que é impossível voltarmos a sentir exatamente a mesma coisa perante o mesmo estímulo, uns anos mais tarde.

Lembro-me, por exemplo, de sítios que visitei mais do que uma vez. Se a primeira foi deslumbrante, a segunda já não teve o mesmo impacto. Por um lado porque já não é novidade. Por outro porque ia com expectativa de sentir uma coisa que não se repetiu e não se repete porque entretanto os meus olhos viram outras coisas, o meu coração sentiu outras coisas e portanto o meu filtro já não é o mesmo. Ora, a minha resposta a um estímulo também não pode ser...

Mais uma razão para aproveitarmos o momento único do presente!

Mas não desesperem! Tudo é do tamanho que estamos prontos para lhe dar, por isso a emoção vai lá estar para a vivermos quando menos esperamos...

PS - Desculpem o suspiro do Daniel. Ah! Ah! Ah!


Beijinhos e abraços e encontramo-nos na próxima história!

Raquel
Digital Nomad, Blogger, Traveller, House & Pet Sitter
https://overtrail.com

segunda-feira, 13 de julho de 2020

De que forma o Minimalismo me ajuda a mudar de vida


Olá, bem-vindos!
Uma das coisas que mais me ajudou a mudar a minha vida foi ter percebido que o mais importante não se compra com dinheiro. Este processo de downsizing tem sido importante para mim: o caminho do minimalismo. O perceber o que realmente nos faz sentirmos felizes, desconstruir ideias que possamos ter daquilo de que realmente precisamos. Tal como num vídeo anterior eu falava que se calhar não era a cenoura o que eu procurava, mas sim a sensação crocante da cenoura, também em muitas das necessidades que pensamos ter está a procura duma sensação que podemos ter de outras formas, que nem sempre as estamos a ver. E se precisarmos de menos para viver seremos mais livres de escolhermos o nosso caminho..

Tal como nas caminhadas do monte, também na caminhada da vida, quanto mais leve for a nossa mochila, mais ágeis e mais longe conseguiremos chegar.

O segredo para a libertação não é conseguir ter mais, mas sim conseguir viver com menos...


NOTA: O vídeo que falo sobre a cenoura pode ser visualizado aqui:
https://youtu.be/hoaBaIJByzA


Beijinhos e abraços e encontramo-nos na próxima história!

Raquel
Digital Nomad, Blogger, Traveller, House & Pet Sitter
https://overtrail.com

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Para reescrever a nossa história é preciso evoluir...

Olá, bem-vindos!
Há uns anos atrás viajei para um país que para muitos é visto como um paraíso. Contactei varias organizações locais e porque é um país com pouco acesso a bens disponibilizei-me para levar coisas de Portugal. Recebi uma lista dessas coisas e quando dei conta estavam lá medicamentos para a depressão e ansiedade.
Aquilo intrigou-me imenso! Como é que alguém vai viver para este paraíso e precisa deste tipo de medicamentos?

Quando vou para o campo, por exemplo, sinto que o meu batimento cardíaco baixa, sinto-me mais feliz, por isso digo muitas vezes que se uma pessoa está stressada na cidade cura-se a ir viver para o campo.

Mas aí é que está! Descobri que aquela sensação maravilhosa que temos de que "eu vivia aqui feliz para sempre" tem um prazo curto de duração. Quando mudamos de vida para um outro lugar levamos tudo connosco. Tudo, mesmo tudo! Os nossos pensamentos, hábitos, sentimentos, as nossas ansiedades. Até já vi workaholics no campo, sem tempo para conversarem com as pessoas!

É verdade que uma experiência nova nos dá um livro novo para começarmos a escrever uma nova história do início, mas se usarmos a mesma caneta de sempre sem lhe mudarmos a carga, vamos reescrever a mesma história...

Para reescrever a nossa história é preciso evoluir...


Beijinhos e abraços e encontramo-nos na próxima história!

Raquel
Digital Nomad, Blogger, Traveller, House & Pet Sitter
https://overtrail.com

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Como encontrar a nossa paixão no trabalho


Olá, bem-vindos!
Há uns dias estava a ler sobre encontrar a Paixão naquilo que queremos fazer, no nosso trabalho, e alguém dizia que a Paixão não se encontra naquilo que adoramos fazer, mas no que continuamos a mostrar / fazer mesmo quando as coisas não correm da forma esperada. Isto porque é muito certo que as coisas não vão correr sempre bem...

E não é assim também com os assuntos do Amor? 😉


Beijinhos e abraços e encontramo-nos na próxima história!

Raquel
Digital Nomad, Blogger, Traveller, House & Pet Sitter
https://overtrail.com

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Autodescoberta é como um bebé em crescimento


Olá, bem-vindos!
Mais um devaneio da minha veia mais inspiradora... :)
O processo de autodescoberta é como assistir ao crescimento de um bebé. É bom tirarmos-lhe fotografias todos os dias para que possamos celebrar o seu crescimento, conquista a conquista. Quando cresce, amadurece e até já sabe o que quer há uma sensação de missão cumprida! E, ao mesmo tempo, vem aquela saudade: Ah, como era bom quando era pequenino e tudo o que descobria trazia um brilho especial no olhar! E é aí que voltamos a querer desenvolver uma nova competência, ou um novo sonho e lá vamos nós para a montanha russa da autodescoberta outra vez... :)


Beijinhos e abracinhos,

Raquel

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Para ser feliz é preciso estar disposto a evoluir...

Olá, bem-vindos! 
Vim duma caminhada com uns pensamentos que gostava de partilhar e que têm a ver com a forma como sinto que tenho conduzido a minha vida na direcção dos sonhos. E algumas questões surgiram-me: 
Para que servem os sonhos? 
Será que os sonhos mudam? 
Será que aquilo que sonhamos ser ou ter é mesmo aquilo que realmente procuramos? 
E quanto atingimos, será que vivemos finalmente a máxima "E foram felizes para sempre"? 

Falo do sentimento de frustração quando sentimos que não estamos a fazer nada na direcção dos nossos sonhos e do sentimento maravilhoso de autorealização quando olhamos para a quantidade de passos que já demos no passado e quando sentimos que estamos no caminho. 

Depois de darmos os primeiros passos para a nossa vida de sonho espera-nos uma longa e desafiante jornada de autoconhecimento. Não digo com isto que já que nunca acaba mais vale não fazer nada, mas sim que quando o bichinho da vontade de mudar desperta em nós já é sinal de que uma longa jornada interior nos está a ser pedida... E essa jornada não tem que exigir que se despeça do trabalho, ou mude de país, não precisa duma mudança de vida radical. Mas independentemente do lugar onde estivermos e de como escolhermos estar e a viver a nossa vida, essa jornada vai prosseguir. Não há forma de a controlar... 

Ter sonhos é sinal de que temos necessidade de crescer numa determinada direcção. Não é sinal de que vamos ser felizes quando lá chegarmos. Na verdade, quando lá chegarmos estaremos no ponto de partida duma nova viagem. Então os sonhos não são vistos como estações finais, mas sim estações de descanso e de celebração ao longo desta jornada de crescimento pessoal! 

Felicidade não é atingirmos um patamar, é "curtir" a viagem e cada aprendizagem que acrescentamos à nossa bagagem. 

Para se ser feliz é preciso estar disposto a evoluir internamente... 


Beijinhos e abracinhos,

Raquel


Raquel Ribeiro. Com tecnologia do Blogger.