fevereiro 25, 2021

Ser Nómada Digital é uma profissão?

Fiz um pequeno vídeo a falar sobre a diferença entre Trabalho Remoto e Nomadismo Digital, sobretudo porque me tenho apercebido que existe alguma confusão entre estes dois conceitos.

Muitas vezes perguntam-me como é o meu trabalho de nómada digital e como podem também ser nómadas digitais e este vídeo é um bom ponto de partida para perceber que ser nómada digital não é de todo uma profissão, mas sim um estilo de vida associado a uma das variadas profissões que se podem ter online. 


Se queres saber mais sobre a nossa profissão dentro do digital, convido-te a visitares o nosso site Overtrail

E tu, estás à procura deste estilo de vida? 
Conta-me tudo :)


Beijinhos e encontramo-nos na próxima história nómada 😉

Raquel
Digital Nomad, Blogger, Traveller, House & Pet Sitter
OverTrail.com

fevereiro 17, 2021

Desenhando o lifestyle

Eu e o Daniel temos estado a conversar muito sobre lifestyle, o estilo de vida que queremos viver. Há mais de um ano que discutimos isto, mas continuamos ainda a desenhar e a acertar algumas partes do puzzle .

É engraçado como muitas vezes pensamos na felicidade como algo que queremos atingir: ter um determinado cargo, carreira, uma casa, carro, conseguir atingir um objetivo. É verdade que quando conseguimos atingir algo que queríamos há muito isso traz-nos uma satisfação enorme. E quanto mais suámos para o conseguir, mais tempo dura a sensação de realização que sentimos quando realmente conseguimos. Mas e depois?

Tal como nas dietas, não importa o que se faz em dias de festa, mas sim o que se faz todos os dias! E por isso, cada vez mais me convenço da importância de construirmos o estilo de vida que desejamos ter, os pensamentos e sentimentos que queremos para nós. Em vez de pensar no que quero ter, é pensar em como me quero sentir durante o dia, todos ou grande parte dos dias da minha vida, conhecer-me e perceber que ingredientes são imprescindíveis para mim e em que percentagens preciso que estejam presentes no meu dia-a-dia. E uma vida plena, diria eu, é uma vida onde conseguimos assegurar esses ingredientes duma forma mais ou menos constante, na maior parte do tempo da nossa vida.

Por isso, a ideia de aguentar uma realidade que nos faz mal durante não sei quantos anos para no futuro conseguirmos determinada coisa, bem-estar e paz parece-me cada vez mais ilusória. Se nunca treinámos ter uma vida plena, o que é que nos leva a crer que o vamos conseguir fazer no futuro? Por termos mais tempo? Por não sermos "obrigados" a estar na situação em que estamos? Se nos vemos assim no presente, no futuro, o que provavelmente irá acontecer, é que nos veremos igualmente obrigados a estar numa outra situação qualquer. O que irá muito provavelmente acontecer é que quando lá chegarmos já passou tanto tempo, que quando nos for possível finalmente usufruir dessa vida atrás de sacrifício, o que fica é mágoa, arrependimento, falta de energia e sobretudo, uma memória gravada no nosso corpo de impotência.


Mais uma vez, o que conta não são os dias de festa, mas os restantes dias do ano. Se aprendemos a viver uma vida miserável vamos ser miseráveis, mesmo depois de termos a possibilidade de o deixarmos de ser! Porque tudo é músculo e tudo é treino, e se passamos décadas a fazer e a ser algo que não gostamos e a termos uma vida com a qual não nos identificamos, vai ser muito mais difícil mudar este mind set e inclusivamente ter um estilo de vida que gostamos, mesmo quando já o podemos fazer.

Olho sempre muito para os nossos anciãos, pessoas mais velhas que já passaram pelo que nós passamos agora e que nos mostram o desfecho de muitas histórias.

Assisto à vida de pessoas que já estão numa fase mais adiantada da vida, que o que mais queriam de volta era o tempo e saúde. Pessoas que toda a vida andaram a construir o futuro, mas pouco construíram no presente. E chegam ao fim dos seus dias com uma sensação de que gostariam de ter aproveitado mais, e aproveitar mais não era fazer mais coisas. Era fazer sobretudo menos. Desfrutar daquilo que mais gostam e daquilo que fazia sentido na altura experienciar, mas que com o passar do tempo deixou de fazer sentido. Porque o tempo não volta atrás...

Mas hoje, mesmo com todas as possibilidades de ainda o fazer, ficam presas nas suas próprias amarras. Nas amarras da memória de tudo aquilo que foi a sua vida e que desperdiçaram. E continuam nesse registo de impotência, a desperdiçar, mesmo tendo alternativa hoje de fazer diferente...


E é por isso que não precisamos de esperar para termos uma vida que merecemos e que dá gosto vivermos. Porque ela está ao nosso dispor, de dentro para fora, muitas vezes em pequenas mudanças no nosso dia-a-dia, nas pessoas com quem nos relacionamos, nos nossos hábitos, no permitirmo-nos dedicar um tempinho do nosso dia só para nós, para nos presentearmos com aquilo que mais gostamos em vez de seguirmos a correr para apagar o próximo fogo.

O convite é bem mais para dentro: escolher o que quero sentir e pensar, o que já está à minha disposição para ter essa vida maravilhosa e fazer pequenas adaptações consistentes ao que penso que posso melhorar. Dito assim até parece fácil, mas é trabalho para uma vida (ou mais vidas) ;)


É fácil ser saudoso em relação ao passado mas, para todos, o tempo de ser feliz e de construir o presente é agora, seja lá em que circunstância da nossa vida estivermos!


Encontramo-nos na próxima história de desenvolvimento pessoal 😉

Raquel
Digital Nomad, Blogger, Traveller, House & Pet Sitter
OverTrail.com



janeiro 28, 2021

Ah, quando eu mudei de vida...

Há dias fui entrevistada para um estudo sobre Transições Radicais de Carreira e pus-me a pensar que muitas vezes temos a tentação de falar sobre as mudanças de vida que fizemos, como se tivesse sido algo no passado por que passámos e que aprendemos e ponto. Final Feliz. 

E mais, sentimos até que os outros esperam ouvir esse final feliz. Ou não foram eles ter connosco para se inspirarem?

Pois é, mas não há finais felizes em matéria de desenvolvimento pessoal. Não há.

Há dias uma prima minha dizia-me para imaginar uma espiral. Nós vamos evoluindo e, apesar de situações similares nos acontecerem, nós podemos estar a passar por elas de um ponto diferente daquele que passámos anteriormente. As coisas não voltam exatamente onde estavam antes, porque de facto aprendemos e evoluímos, mas que não tenhamos a ilusão de que mudamos de vida e agora estamos muito felizes, sabemos tudo sobre esse assunto, ultrapassamos tudo e até já podemos ensinar aos outros como fazê-lo, porque não é assim.

Não sabemos tudo, apesar de acharmos que fizemos uma grande coisa para nós. E não, não aprendemos tudo sobre essa lição. Aparecerão lições mais à frente que nos irão desafiar e vamos sentir-nos novamente com medo. Seremos novamente capazes de ultrapassar e sentiremos novamente a sensação de grande realização. Mas não, também não será dessa vez que dominaremos a arte de viver, porque ela surpreende-nos a cada momento e quando menos esperarmos teremos novamente mais uma liçãozinha para nos lembrar da nossa pequenez e da nossa humildade.


Quem procura uma mudança para ter um final feliz desengane-se. Tal como no tema do amor, finais felizes só acontecem nos filmes... Na vida real, a vida feliz sai do corpo todos os dias, sempre que acordamos de manhã e dizemos para nós mesmos "hoje eu decido ser feliz" 🙏



Encontramo-nos na próxima história de desenvolvimento pessoal 😉

Raquel
Digital Nomad, Blogger, Traveller, House & Pet Sitter
OverTrail.com

Quando mudei de vida


janeiro 21, 2021

Entrevista Slow Living com G.A.S.Porto

Olá, bem-vindos! Fui convidada para ir partilhar a minha experiência ontem ao G.A.S.Porto, um grupo de ação social onde fui voluntária no passado.

O tema foi "Viver Devagar" e tivemos mais de 100 voluntários a assistirem à conversa online.

Embora sinta que tenho um longo percurso a fazer nesta arte de viver a vida duma forma inteiramente presente e intencional, fiquei muito feliz por poder partilhar um pouco da minha experiência nesta procura por uma vida mais significativa. Porque o minimalismo, em última instância, é isto mesmo: é retirar o supérfluo, o que traz ruído na nossa vida, para ficar apenas com o essencial. E isso aplica-se não só a bens materiais, mas também à arrumação da nossa "casa mental".

Fui falar sobre este tema com a Maria Cordoeiro, uma pessoa que também faz este caminho em busca duma vida com mais tempo para aquilo que é realmente importante, mas numa versão familiar com 5 filhos, 2 cães e gato. Mais uma luz a iluminar o meu caminho com o seu blogue Seis mais dois.

Se alguém estiver à procura de inspiração sobre estes temas, recomendo também a minha querida amiga Ana Milhazes, que é fundadora do Movimento Lixo Zero Portugal e um exemplo de vida minimalista e da arte de viver devagar.


Perguntavam-me durante esta conversa o que é que eu faço quando o medo me assalta e uma das coisas para mim mais importantes é estar junto de pessoas que me inspiram, porque nos momentos de escuridão é muitas vezes o exemplo delas que me mostra o caminho de saída.

Estamos juntos!


Gostavas de nos ouvir falar sobre como começámos a trabalhar remotamente e sobre como é viver, trabalhar e viajar a partir de uma autocaravana?


Sentimos agora que a nossa jornada pessoal e de experiência de trabalho remoto com o nomadismo digital já nos permite ter algumas histórias e lições para partilhar, por isso ficamos super felizes por partilhar experiências via presencial ou online.


Um pouco da nossa história

Ambos começámos por trabalhar nas nossas áreas de formação em empresas convencionais durante 10 anos. A Raquel formou-se e trabalhou em Psicologia Organizacional (Recursos Humanos) e nada faria crer que viesse a ser nómada digital. Trabalhar online foi um mero acaso para ela, embora não para o Daniel, que é programador.

Prescindimos de algumas coisas a que estávamos habituados e no caso da Raquel levou vários anos até se despedir do seu emprego, já que era um emprego bastante estável, onde se sentia bem e via grande parte das suas necessidades preenchidas. Mas havia ali algo que não encaixava bem. Foi à procura de respostas e o que mais a ajudou a autoconhecer-se foram as diversas experiências de voluntariado nacional e internacional que fez. A Raquel fez voluntariado em mais de 13 instituições. Podem conhecer um pouco mais no seu perfil de LinkedIn e saber mais sobre a nossa história na secção do site Quem Somos.

Pensamos que o facto de termos trabalhado de forma convencional anteriormente faz-nos percepcionar a vida e o nomadismo digital de uma forma madura, que pensamos ser interessante partilhar com escolas e faculdades, bem como com outros públicos de pessoas que pretendem mudar de vida.

Estas experiências com propósito são as que nos trazem mais matéria para trabalharmos sobre nós mesmos e pensamos que são cruciais para alguém que pretende mudar de vida e não quer dar um passo em falso, mas também para alguém que quer iniciar uma vida profissional, ou que quer escolher um determinado curso ou área a apostar e não sabe como é ser-se profissional daquela área.


Outras entrevistas

Podes assistir a outras entrevistas seguindo a pasta Entrevistas do Blogue, ou indo ao nosso site, à secção de Palestras.


Vídeo da nossa Van Tour

Caso tenhas interesse, vê ainda um vídeo de apresentação da nossa autocaravana: Tour da nossa Autocaravana.

Se tiveres interesse em assistir a outros vídeos mais inspiracionais da Raquel, segue a playlist de vídeos de desenvolvimento pessoal do nosso Canal de YouTube.



Descobre mais sobre nós e contacta-nos

Sabe mais sobre os temas dos quais podemos partilhar experiências no nosso site OverTrail.

Estamos disponíveis para partilhar a nossa experiência em formato digital ou presencial. Contacta-nos para info@overtrail.com.



Beijinhos e abraços e encontramo-nos na próxima entrevista! 😉


Raquel
Digital Nomad, Blogger, Traveller, House & Pet Sitter
OverTrail.com




Entrevista Slow Living G.A.S.Porto

dezembro 19, 2020

O meu primeiro Retiro de Silêncio na Quinta São José dos Montes


Olá, bem-vindos! Escrevo este artigo para partilhar a minha experiência como participante no meu primeiro retiro de meditação e silêncio, na Quinta São José dos Montes, em Tomar. Foram 5 dias sobretudo de meditação e yoga, onde o objetivo era desligarmo-nos do mundo lá fora, dos telefones, internet, até mesmo das leituras, para nos conectarmos apenas com o nosso ser. 

Queria dizer desde já que apesar de termos sido mais de 60 participantes no retiro (nunca tinha participado num retiro com tanta gente, devo dizer!) o espaço tem condições para receber ainda mais gente em segurança. O retiro foi feito de acordo com as normas legais da DGS e como era um retiro de silêncio não era suposto socializarmos ou falarmos uns com os outros.


Neste artigo vou partilhar:

  1. O que é um Retiro de Silêncio?
  2. O que é a meditação?
  3. Rotina e Programa de atividades do Retiro de Silêncio
  4. O que foi mais difícil para mim
  5. O que mais gostei da minha experiência
  6. O que aprendi com este Retiro de Silêncio
  7. Retiro gratuito de Meditação e Silêncio
  8. A quem recomendo este Retiro de Silêncio
  9. Mais sobre a Quinta São José dos Montes


1. O que é um Retiro de Silêncio?

Um retiro consiste num período em que nos retiramos da nossa rotina do dia-a-dia para estarmos connosco. Há vários tipos de retiros e também vários tipos de Retiros de Silêncio, mediante o objetivo que se pretende.

Este Retiro de Meditação e Silêncio pressupõe a conexão com cada um de nós através da ausência de comunicação e interação com outras pessoas, seja por via de palavras ou mesmo olhares, bem como ausência de qualquer tipo de estimulação vinda de exterior, seja falar, ler, escrever, usar o telemóvel, etc. Há uma pessoa qualificada para o efeito, que nos dá orientações durante o retiro e promove atividades de meditação, mantras, etc, que descrimino mais abaixo.

Esta é a proposta feita, que cada participante abraçará em função do seu próprio desenvolvimento pessoal e/ou espiritual e dos seus objetivos pessoais. 


2. O que é a meditação?

Antes de começar, queria desmistificar a ideia do que é meditar. Muitas vezes na Igreja Católica falamos em meditar num assunto para querer dizer que vamos refletir no assunto. Aqui, meditar significa simplesmente estar no presente e isso quer dizer sobretudo não nos misturarmos com os nossos pensamentos, mas sim observamo-los e deixamo-los passar sem nos identificarmos com eles. Para ser mais prática dou um exemplo: estou sentada, a meditar, e imediatamente vem-me à cabeça que quando terminar a meditação tenho que ir às compras, depois ir a casa, ir trabalhar, etc, etc. E eu escolho, nesse momento, simplesmente não seguir a história que a minha mente está a criar, para me focar apenas na minha respiração, naquilo que o meu corpo está a sentir, sem qualquer tipo de interferência da mente.

Bem, quem já tentou meditar sabe a dificuldade que é "não pensar em nada". Para uns é mais fácil do que para outros, mas sem dúvida que exige muita prática. Mas vale a pena, os resultados são fantásticos quando se pratica diariamente, quer ao nível do foco, produtividade, alinhamento, bem-estar geral. A lista de benefícios é infindável!


Tenda do Bosque


3. Rotina e Programa de atividades do Retiro de Silêncio

07h00 Meditação

08h00 Pequeno Almoço

10h00 Yoga

11h30 Práticas Meditativas

12h30 Almoço

15h00 Meditação Ativa

16h15 Meditação

17h00 tempo Livre

19h00 jantar


Dome Quinta São José dos Montes


4. O que foi mais difícil para mim

Sei da infindável lista de benefícios da meditação há vários anos e tentei imensas vezes fazer meditação, mas não aguentava muito tempo. Começavam-me a doer as pernas, as costas, formigueiro, ficava aborrecida, dava-me sono, etc. Ainda tenho muitos dias em que isso me acontece, mas quanto mais pratico mais fácil se torna!

Sabia que meditação não é a minha forma mais querida para me focar no presente. Sou uma pessoa muito ativa, que gosta de estar sempre a fazer coisas e a sentir a mente ocupada, por isso esvaziar a mente é mesmo fundamental! Mas estar parada sem pensar em nada sempre foi demasiado aborrecido para mim... Mas há uma boa notícia! É que existem vários tipos de meditação, uns mais ativos e outros mais estáticos e foi um pouco isso que este retiro me trouxe: abrir as portas para diferentes formas de meditar. 

Nós podemos meditar sentados, conectando-nos apenas com a nossa respiração, mas também existem outras formas, como mantendo essa mesmo presença e foco mas a caminhar, assentando bem cada pé no chão. Podemos meditar a cantar mantras, que no fundo são músicas que têm uma mensagem que se repete e nos ajuda a trabalhar num determinado ponto do nosso desenvolvimento. Podemos meditar a dançar verdadeiras viagens sonoras… Podemos meditar a fazer yoga… A lavar os dentes, com presença nos movimentos que estamos a fazer… Enfim, podemos escolher ter uma atitude meditativa em qualquer circunstância ou atividade que façamos. E isto foi o que nos foi proposto durante aqueles 5 dias: estar neste estado meditativo, seja durante as meditações em grupo, no yoga, nas refeições, em todas as 24h do nosso dia. 

Para isso ajuda não termos contacto com nada do exterior, seja por telefone, internet, ler, escrever, ou mesmo interagir com outros participantes do retiro. O ideal é reduzir a estimulação exterior ao máximo, para nos focarmos apenas no nosso mundo interior. Eu confesso que a partir do 3º dia já estava desesperada por falta de estimulação. A nossa mente faz de tudo para nos manter a pensar com ordem e lógica. Inclusivamente senti-me um pouco tonta durante 2 dias. 

Eu pensava que não falar durante 5 dias ia ser o maior desafio, mas não. Essa parte foi fácil. Mais complicado foi mesmo a falta de estimulação.


5. O que mais gostei da minha experiência

Confesso que adoro estar nos retiros e nestes eventos de desenvolvimento pessoal e espiritual com a minha comodidade / casa às costas, a autocaravana. Quando penso na razão pela qual a comprei, é esta!

Mas o meu momento mais alto foi ao 3º dia, quando comecei a ouvir sons diferentes a saírem do frigorífico e do aparelho de aquecimento da minha autocaravana. 

Inicialmente pensei mesmo que o frigorífico tinha avariado, porque normalmente eu estava habituada a ouvir o que parecia ser um som único e ao 3º dia em silêncio conseguia distinguir 3 ou 4 sons diferentes, com cadências diferentes, que surgiam em simultâneo e em sequência. Tal era a falta de estimulação, que tudo serve para nos atrair a atenção! 😉 Mas é fantástico como há imensa coisa que nos passa despercebida no meio do ruído a que estamos habituados do dia-a-dia!

E é também assim quando queremos ouvir o nosso corpo e a nossa verdade. É preciso eliminarmos os ruídos externos, para ouvirmos os pequenos sinais.


Equitação Natural


6. O que aprendi com este Retiro de Silêncio

Senti que é exatamente neste ponto, no ponto em que já não aguentamos mais, que começamos a sair da nossa zona de conforto, e é aí que se inicia a transformação.

Não há forma de transformar sem desenformar. E desenformar custa! É a mesma coisa que querer emagrecer. Só quando começa a custar é que começamos a trabalhar. Até lá só fizemos o aquecimento. E nos músculos do desenvolvimento pessoal é a mesma coisa. Só quando começa a criar desconforto é que está a transformar.

E cada um aqui é dono do seu próprio processo de evolução. É-nos proposto que façamos o desafio a 100%, mas cada um medirá o ponto em que está e decidirá os seus objetivos.


7. Retiro gratuito de Meditação e Silêncio na Quinta São José dos Montes

Este retiro foi facilitado pelo psicólogo Rui Sebok Bizarro, e organizado pela excelente equipa dele. As aulas de yoga foram amavelmente oferecidas pelo Bruno Cruz, todas as manhãs. Aulas de mais de 1h30, muito completas e com direito a sound healing ao vivo no final para relaxamento, tocado por ele. Top!

Foi tudo muitíssimo bem organizado, sempre a horas, com imensa dedicação, profissionalismo e acima de tudo serviço. Digo serviço, porque este retiro acontece anualmente e é oferecido pelo Rui. A facilitação do retiro é gratuita e os participantes pagam apenas a alimentação (que é fabulosa!) e o alojamento. Eu paguei 20€ por dia para a alimentação (pequeno-almoço, almoço e jantar) e não paguei alojamento, porque fui com a minha autocaravana. Quem escolhesse acampar também não pagaria alojamento.

Podem ver o evento de Facebook com as condições aqui: Retiro Meditação e Silêncio (Gratuito)


Quinta São José dos Montes


8. A quem recomendo este Retiro de Silêncio

Recomendo vivamente este retiro a quem queira iniciar-se na meditação, porque o Rui dá a conhecer vários tipos de meditação com os quais cada um se identifica mais ou menos e poderá trazer para casa e para a sua rotina. No entanto, a meditação é do tamanho daquilo que lhe quisermos e estivermos prontos para dar, por isso é aberta a todos os níveis de dificuldade. Cada um faz o seu trabalho ao seu ritmo e a maravilha é podermos ter estes momentos para o fazermos em conjunto!


9. Mais sobre a Quinta São José dos Montes

Se quiseres saber mais sobre a quinta e os eventos, segue a página de Facebook ou o site da quinta São José dos Montes. A Quinta recebe reservas para alojamento de férias em apartamentos mais convencionais, mas também tem opção em yurts lindos e vai ter um camping. Tem um dome e uma tenda gigantes para eventos, piscina e equitação natural, um conceito que me apaixonou, que pretende demonstrar como podemos comunicar com os cavalos duma forma autêntica e sem violência e, mais do que isso, como podemos aprender sobre nós próprios e desenvolver-nos como pessoas, projetando-nos nesses maravilhosos animais.

Uma das coisas que mais admirei nesta quinta é mesmo este mix de alojamento rural mais convencional e com muito conforto, com algo mais rústico e off grid. Desta forma, pessoas com diferentes standards de conforto podem usufruir deste maravilhoso espaço. Acredito na mistura e na integração e para mim faz muito sentido o trabalho que está a ser desenvolvido aqui!


Yurt Quinta São José dos Montes


Beijinhos e abraços e sejam felizes!

Encontramo-nos na próxima história de desenvolvimento pessoal 😉

Raquel

Digital Nomad, Blogger, Traveller, House & Pet Sitter

OverTrail.com

novembro 01, 2020

A minha experiência nas Quatro Anas

Olá, bem-vindos! Escrevo para partilhar a minha experiência de um mês como voluntária na Quinta das Quatro Anas, em Valongo do Vouga, Aveiro.


Neste artigo vou partilhar:

  1. Como surgiu esta colaboração
  2. Apresentação da quinta
  3. Como foi a minha experiência de voluntariado
  4. O que mais gostei
  5. As dificuldades que senti
  6. O que aprendi com esta experiência
  7. Outras experiências de trabalho e de voluntariado

1. Como surgiu esta colaboração

Já conhecia a quinta das Quatro Anas pelo nome, porque a Diana administra um grupo de Facebook que eu sigo, o Rural Tribe. É um grupo focado na vida rural e que pretende, tal como eu, ajudar pessoas a moverem-se para as zonas rurais de Portugal.

Há algum tempo que tinha curiosidade em conhecer a Diana, a pessoa que está por detrás deste grupo e estabelecer alguma parceria com o nosso projeto Pure Portugal Holidays, já que temos a mesma missão.
Há uns dois meses atrás ela colocou no grupo que precisava de ajuda para o mês de Outubro e como eu ia para o Porto nessa altura, pensei logo que poderia ser uma boa altura para a conhecer e, ao mesmo tempo, ajudar na quinta.

Qual não foi o meu espanto quando fiquei a saber que outro casal que eu seguia online, a Matilde e o Miguel dos TravelB4Settle, estavam a organizar um evento residencial na quinta para nómadas digitais, logo na minha primeira semana de voluntariado. Isso é que foi um bónus!



2. Apresentação da quinta

A quinta das Quatro Anas é uma quinta familiar, que tem a missão de preservar a cultura e a tradição ao longo das gerações. Tem um alojamento rural, acolhe retiros de bem-estar, casamentos, eventos ao ar livre e experiências agrícolas.

Nesta quinta existe uma adega onde se produz o vinho. Faz-se queijo. Na horta tem, por exemplo, batata, cebola, pimentos, tomates, abóbora, beterraba, imensas árvores de fruto, ervas aromáticas, etc.
Falando de comida, acho que este é um dos pontos mais fortes da quinta, já que existe uma variedade enorme na produção e depois uma cozinha rústica onde se confecionam as iguarias para os eventos!
Falando dos animais, há galinhas, cabras, patos, gansos, coelhos, porquinhos da índia, cães e gatos.

Para conhecer um pouco mais sobre a quinta convido a visitar o site: https://www.quatroanas.com/



3. Como foi a minha experiência de voluntariado


As tarefas

Durante o meu mês de voluntariado estive responsável pelo espaço onde se acolhem os eventos, pelo espaço de experiências gastronómicas de produtos da quinta, acolhi hóspedes de Bed and Breakfast e ajudei a acolher o evento de uma semana de um grupo de nómadas digitais, cuidando dos facilitadores, dos participantes e do espaço.
Também ajudei noutras atividades da quinta, com os cães, a apanhar nozes e castanhas e a ajudar naquilo que fosse sendo necessário.
Aprendi algumas receitas com a Ana, a mãe da Diana, que tem uma mão para a cozinha fantástica! Em tudo onde que ela põe a mão fica delicioso!

Quem quiser saber mais sobre as tarefas que se podem fazer na quinta em regime de voluntariado, podem ver o anúncio das Quatro Anas na plataforma Workaway: https://www.workaway.info/en/host/465965911664
 


Acolhendo os TravelB4Settle, na 1ª Semana da Remote Tour Portugal

De bónus, tive a possibilidade de conhecer pessoalmente a Matilde e o Miguel dos TravelB4Settle e de me integrar nalgumas das atividades do evento, conhecer e partilhar experiências com os meus colegas de trabalho remoto. Esta é uma das coisas mais valiosas que tiro das minhas experiências de voluntariado: poder conhecer pessoas novas, partilhar experiências em regime residencial, enquanto faço o meu melhor para que elas se sintam bem e acolhidas no espaço.

O Miguel e Matilde são um casal de nómadas digitais, ou seja, trabalham online enquanto viajam e têm como missão ajudar outras pessoas a entrarem no mundo digital e tornarem-se também elas nómadas digitais.
Organizaram uma experiência de 4 semanas para trabalhadores remotos à qual chamaram Remote Tour Portugal, que tem como objetivo trabalhar, conhecer outros trabalhadores remotos, viajar e fazer atividades desportivas e lúdicas em conjunto, criando uma experiência em comunidade. A primeira semana desta experiência foi passada exatamente na quinta das Quatro Anas.

Se este tema do nomadismo digital e trabalho remoto te interessa, convido a visitares a página deles: https://www.travelb4settle.com/


4. O que mais gostei


Espírito de Serviço e de Missão

Gostei de várias coisas, desde a flexibilidade que tinha no horário das tarefas, ao facto de poder aprender várias coisas na quinta, mas o que me enterneceu mais foi mesmo o sentido de missão desta família. Esta quinta tem um grande significado para esta família, pela sua história de gerações, pela cultura e tradições que estão ali presentes e que são para serem honradas e perpetuadas no tempo, apesar do imenso trabalho e dedicação que exigem.

Falávamos há dias sobre a exigência deste trabalho de quinta e dos resultados que nem sempre são visíveis ou do tamanho daquilo que sentimos que entregamos. Por vezes, nos dias mais cinzentos, chega a parecer ingrato até. Mas rapidamente percebemos que é uma questão de amor, de serviço, de missão. Há coisas que fazemos sem uma razão lógica ou racional, mas simplesmente fazemos aquilo que deve ser feito, porque é esse o mundo que acreditamos e onde queremos viver. E que bom sentir que há tantas pessoas a dedicarem as suas vidas a algo maior!


5. As dificuldades que senti


Gestão do tempo online versus quinta

Confesso que no início, nalguns momentos senti stress por ter que dividir o tempo entre o meu trabalho online na Pure Portugal Holidays e o trabalho na quinta, porque nas duas primeiras semanas tivemos os nómadas digitais e hóspedes em Bed and Breakfast, mas felizmente tinha a possibilidade de fazer as tarefas na quinta de forma flexível, o que facilitou imenso!

Ainda assim eu tenho alguma dificuldade em misturar o trabalho com as viagens e com as experiências que vou fazendo. Se é verdade que o trabalho online nos permite estarmos em qualquer lugar, também nos permite estarmos "ligados" em qualquer lugar e isso interfere com as nossas experiências do dia-a-dia.
Lembro-me, por exemplo, do Detox Digital que fiz com a Offline Portugal. Nessa semana como não trabalhei online, estava a absorver a experiência de retiro a 100%, o que a tornou também muito rica sob o ponto de vista de desenvolvimento pessoal.
Aqui já não foi possível fazê-lo, pelo que tive que gerir os dois mundos.


A vida de um nómada digital não é só um mar de rosas!

A maior parte das pessoas gosta muito de viajar exatamente porque ao mudar de ambiente consegue desligar muito mais facilmente da sua rotina. Um nómada digital precisa de rotina para conseguir trabalhar em viagem. Por vezes é difícil, mas a rotina é estruturante. Mas essa procura de rotina em viagem retira a parte mágica e a ideia do "desligar" e de férias deixa de existir tal e qual percecionávamos e novas formas de fazer férias deverão surgir para continuarmos a ter esses escapes.
Obviamente que prefiro ter estas desvantagens, porque de facto gosto muito de trabalhar online e isso permite-me outra mobilidade, mas há coisas que também perdemos quando trabalhamos online e especialmente quando temos o nosso próprio negócio online.

Se este tema do nomadismo digital te interessa, eu vou escrevendo alguns artigos na secção Como é Ser Nómada Digital e fazendo alguns vídeos no meu Canal de YouTube na lista de reprodução Vida de Nómada Digital.


6. O que aprendi com esta experiência

Acho sempre muito importante fazer este exercício de tentar perceber o que aprendi com cada experiência, por mais pequena que seja. É este fechar de ciclo que nos permite de facto integrar as nossas aprendizagens e sairmos das experiências mais ricos. Caso contrário, trata-se apenas de mais uma experiência que irá cair no esquecimento, sem trazer aprendizagem efetiva para a nossa vida.
Por outro lado, é também uma forma de honrarmos o tempo que dedicamos às experiências, de devolvermos o que aprendemos à comunidade e de sermos gratos pelas oportunidades de crescimento que vamos tendo ao longo da vida.


Espírito de Serviço e de Missão

Como disse atrás, o que me ressoou mais nesta experiência foi o espírito de serviço e de missão. Se calhar porque estou numa fase da vida em que ando a trabalhar o meu propósito. E reforcei aqui a ideia de que para mim, o meu propósito, mais do que fazer uma ou outra atividade é de facto sentir-me útil e ao serviço duma missão maior. É estar onde é preciso a fazer o que é preciso, partilhando as aprendizagens dessa jornada em comunidade.

Essa é a razão da minha existência e é a servir e a cuidar onde me sinto realizada.



7. Outras experiências de trabalho e de voluntariado

Se te interessar saber mais sobre este tipo de experiências, convido-te a leres sobre a minha experiência de Detox Digital na Offline Portugal e outros artigos da secção Trabalhando e Voluntariando para o Desenvolvimento Sustentável. Lá vais poder ler sobre muitas outras experiências que já fiz pelo mundo fora, seja em regime de voluntariado ou de trabalho.


Beijinhos e abraços e sejam felizes!

Encontramo-nos na próxima história de desenvolvimento pessoal 😉


Raquel
Digital Nomad, Blogger, Traveller, House & Pet Sitter
OverTrail.com

outubro 14, 2020

Como Mudei de Vida



Olá, bem-vindos! Em colaboração com o Projeto Mudar de Vida do Manuel, foi-me questionado qual foi o maior obstáculo que encontrei e por que fases passei no meu processo de mudança de vida. E é disso mesmo que vou falar neste video.

Queria ressalvar desde já que apesar de me ter despedido do meu emprego em busca de novos desafios, a Mudança de Vida que falo neste vídeo é sobretudo uma mudança pessoal, em busca duma vida significativa e sobretudo de procura do meu próprio estilo de vida. Porque penso que quando queremos mudar, muitas vezes é por uma busca muito mais interna de propósito, de missão, do que às vezes pode parecer...


O maior obstáculo da minha Mudança de Vida

O sentimento de escassez foi sempre o grande obstáculo e o "culpado" de toda a infelicidade e falta de coragem para avançar.
Para mim o maior obstáculo foi o de perder um "emprego certo", com um "dinheiro certo" ao final do mês, num sítio onde estava bem e era bem tratada e estava exatamente na minha área. Parecia uma loucura querer sair, quando aparentemente tinha tudo para ser feliz...
Escrevo "emprego certo" com aspas, porque nada é certo ou seguro, mas há uma segurança mental associada...


Fases do meu processo de Mudança de Vida:

1. Despertar

Um experiência de voluntariado internacional fez-me perceber que afinal as pessoas não pensam nem vivem todas da mesma forma que eu...


2. Recusa e vitimização

Mas por que é que eu não me sinto feliz assim, como os outros? Se eu gostasse do que faço e de como vivo seria tudo perfeito, porque eu já tenho uma vida perfeita. Só falta mesmo eu encaixar-me nela, que parece ser o mais fácil para as outras pessoas...
O que é que eu tenho de errado?


3. Alternativas

Mas então o que é que eu gostaria de fazer? Que alternativas tenho? O que gosto de fazer? O que tenho jeito para fazer?
Quem sou eu e para onde quero ir??? O que me faz feliz?


4. Teste

Para mim as experiências são valiosas para um processo de autodescoberta e de transformação. Não vamos saber se gostamos de fazer uma coisa sem experimentarmos, porque nada é exatamente aquilo que imaginamos antes de experienciar.
Eu fiz imensas experiências de voluntariado e, enquanto punha ao serviço dos outros as minhas competências ia refletindo sobre o que gostava e tinha jeito para fazer, em que tipo de organizações gostava de colaborar, que tipo de visão e que missão queria ter do mundo.
Esta fase de teste durou vários anos...


5. Aceitação interna

Uns 3 anos depois e o desconforto não passava. Só ficava pior... Quanto mais experiências tinha, quanto mais viajava e olhava para o mundo, melhor percebia que de facto havia imensa coisa a acontecer que eu queria fazer e o meu desconforto e sensação de prisão aumentava, sentindo que o mundo estava a girar em alta velocidade e eu estava ali presa.
Nessa altura percebi que tinha mesmo que aceitar que o meu caminho era outro, sem sentimentos de culpa.
A mudança já tinha acontecido dentro de mim, só faltava ter a coragem de a manifestar à minha volta.


6. Preparação

Fiz Planos A, B e C para ganhar dinheiro, caso as coisas não corressem bem. Colei-os nas paredes da minha casa, assim como frases motivadoras e inspiradoras e desenhos de como eu queria que a minha vida fosse. Isto porque a visualização é de facto uma ferramenta muito poderosa!


7. Aceitação externa: "Bênção" da família

Finalmente os meus pais perceberam o sofrimento em que eu vivia e conseguiram libertar-se também eles das suas expectativas, medos e estereótipos e apoiaram-me na minha mudança de vida, dizendo que se eu viesse a precisar de ajuda eles estariam lá.


8. Remoção do obstáculo

Oops... Acabou-se a "desculpa"...
Depois de ter removido o grande entrave, a escassez, fiquei só eu, despida de bodes expiatórios. Eu era a única responsável pelo meu destino...


9. Despedimento

A vida é demasiado curta para não fazer e ser o que desejamos. 
Os 10 últimos anos de vida da minha mãe com uma doença crónica e o seu falecimento fizeram-me olhar para a vida duma outra forma. Já não fazia sentido esperar nem mais um minuto para viver a vida com a intensidade que sentia cá dentro... Nesse momento despedi-me, mesmo sem saber ao certo o que iria fazer de seguida...



Notas finais

Claro que a mudança de vida não termina aqui. Uma nova e intensa jornada iniciou-se no momento em que decidi fazer uma vida diferente.

Com a minha experiência não quero de todo fomentar que outras pessoas façam o mesmo. Apesar de ter estudado e testado muito a minha mudança de vida, não acho que tenha sido prudente despedir-me sem ter uma alternativa. No entanto, como sou uma pessoa muito preocupada com o futuro, esta experiência fez-me ver que os cenários que imaginava eram todos piores do que efetivamente aconteceu na realidade. Um mês depois já estava a receber uma proposta de trabalho num projeto onde tinha gostado muito de ser voluntária, mesmo sem ter procurado...

Percebi mais tarde que não era assim tão importante o que eu ia fazer depois profissionalmente. O que eu pretendia era mesmo um encontro comigo, com um estilo de vida mais próximo com aquilo que almejava ser, sentir e viver.

Não acho que faça sentido despedirmo-nos ou fazermos uma mudança radical de vida sempre que nos sentimos insatisfeitos. Acho que todos nós temos umas "agulhinhas" a picarem-nos. O que nos distingue é a forma como cada um de nós lida com elas. Às vezes conseguimos integrar essa sensação de insatisfação na nossa vida duma forma mais ou menos pacífica, criamos os nossos escapes, outras vezes fingimos que nem sequer existem, e outras vezes precisamos mesmo de um reset.
Seja como for, estamos todos no mesmo processo e é a atitude e a forma como lidamos com isso que vai ditar as nossas ações.


Se quiserem saber mais sobre o projeto que o Manuel está a desenvolver sobre Mudança de Vida, podem espreitar o site dele aqui: https://projetomudardevida.com/


Beijinhos e abraços e sejam felizes!

Encontramo-nos na próxima história de desenvolvimento pessoal 😉

Raquel
Digital Nomad, Blogger, Traveller, House & Pet Sitter
OverTrail.com

Raquel Ribeiro. Com tecnologia do Blogger.