sábado, 22 de dezembro de 2018

Merry Christmas!

Merry Christmas and a prosperous New Year!!!



terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Tour pelas bibliotecas do nosso país

Andando pela estrada com a autocaravana, temos conhecido várias bibliotecas municipais. Isto porque é inverno e precisamos de poupar a energia dos painéis solares. Para além disso, a biblioteca é um ponto de encontro com a população local, normalmente é quentinho, tem net e boas condições para se trabalhar. Por isso arranjamos um bom pretexto para conhecer as bibliotecas do nosso país :)

Nas últimas duas semanas conhecemos as bibliotecas municipais de:
- Pedrógrão Grande
- Lousã
- Alvaiázere
- Pombal
- Santa Maria da Feira
- Oliveira de Azemeis
- Ovar
- Esmoriz

É interessante como as bibliotecas podem ter condições tão diferentes umas das outras!

As bibliotecas do interior do país
Sem dúvida, para a utilização que fazemos, as bibliotecas do interior do país são as melhores! Edifícios novos, com boa luz, quentinhos, internet rápida, atendimento exemplar e montes de espaço para nós!
Uma das coisas que reparámos é que há infra-estruturas e equipamentos novos espetaculares e poucas ou às vezes mesmo nenhumas pessoas a utilizarem-nas... É mesmo uma pena ter aquilo parado com tão pouca utilização! Talvez no interior do país haja incentivos e menos em que gastar.. E talvez estejam a tentar cativar as pessoas para irem para lá viver...
Temos visto imensa dedicação e sentimento de pertença nas zonas do interior! Lembro-me que nos rimos muito do slogan de Alvaiázere: "Alvaiázere, sorte em viver aqui". Ah! Ah! Ah! Provavelmente quem está a ler o artigo nem sabe onde fica Alvaiázere! Pois, vão lá ver, que tem uma das melhores bibliotecas que já visitámos! ;)

O fecho das bibliotecas
Outra característica interessante é que nas zonas mais rurais não é costume virem lembrar a que horas fecha a biblioteca, enquanto que numa grande cidade, uns 5 - 10 minutos antes da hora de encerramento, os funcionários já estão a mandar o pessoal circular ;)

O futuro das bibliotecas
Hoje ao discutirmos a nossa experiência das bibliotecas com um funcionário de uma biblioteca estávamos a constatar que de facto as bibliotecas têm que ser mais um espaço da comunidade para a comunidade. Não podem ser apenas depósito de livros, que é o que tem acontecido, senão as pessoas não vão lá.
No fundo é um sítio onde se promove o conhecimento, seja ele mais empírico, mais técnico ou intelectual.
O livro está em extinção... Por que não arranjar outras formas de conhecimento? A partilha de experiências! A partilha de ferramentas! Vamos seguindo canais de pessoas que também fazem vanlife e há dias vimos um casal finlandês que foi usar umas ferramentas disponíveis na biblioteca para arranjarem uma coisa na carrinha. Por que não ter ferramentas disponíveis para a comunidade?
Ok, se calhar aqui a malta javardava um bocado, mas como em tudo, é uma questão de educação e monitorização. Por que não caminhar para lá?

É mesmo fixe pensar nas bibliotecas como pontos em que a comunidade se junta para aprender a fazer, a ser e a estar! Precisamos todos tanto disso! E mais agora, que cada um de nós tem tudo na sua casa e ficamos cada vez mais solitários, em frente ao ecrã que nos mostra o mundo...
A biblioteca é um espaço dos cidadãos. Cabe-nos a nós fazermos deste espaço o que sentirmos que nos faz crescer...


segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Generosidade na Aldeia de Xisto Cadafaz

Viajamos lá fora e cá dentro e a generosidade das pessoas que nos recebem é muito presente! Mais uma boa ação que nos deixou emocionados!
Foi a vez de duas senhoras, quase a fazerem 80 anos, que nos ofereceram pão, diospiros, salsa e pão de frutos. Também nos ofereceram almoço, mas tivemos mesmo que recusar... Era demasiado!

Tudo começou quando lhes perguntei se alguém vendia pão por aquelas aldeias. Sempre que vamos para zonas mais rurais tento comprar o que lá se faz, mas parece que estas aldeias de xisto estão cada vez mais desertas e já quase ninguém produz nada...
Estas senhoras estavam a conversar à porta de casa e imediatamente nos ofereceram o pão delas, que vem à aldeia numa carrinha, uma vez por semana. Elas compram o pão para a semana toda e congelam.
Quando percebemos que aquele pão era para a semana toda delas dissemos que tínhamos carro, que íamos à cidade mais tarde e compravamos, etc, etc. Mas elas estavam determinadas a alimentarem o "casal que tinha idade para serem netos" delas... :)
Quando demos conta já estavamos no campo delas, a apanhar diospiros e salsa para levar!

Tivemos uma boa conversa com elas e foi mesmo interessante, porque nenhuma das senhoras nasceu naquela aldeia, mas foram lá parar por causa dos maridos, que entretanto já faleceram. Senhoras que trabalharam em Instituições do Estado, conhecem bem outras partes do país, mas que têm ali a sua casinha e querem permanecer no seu espaço enquanto puderem.
Contaram-nos como era a aldeia antigamente, os bailes de dança que lá se faziam e as pessoas que lá moravam. Agora são elas as duas, um senhor de idade e um casal de estrangeiros. Às 3as feiras há uma carrinha que as leva ao mercado a Góis e depois uma vez por semana vai lá a carrinha do pão e da mercearia. Se tiverem que ir ao médico num outro dia/hora vão de taxi. Há dias, uma das senhoras gastou mais de 100€ para ir de taxi a vários locais que precisou de ir.
Falam com imensa tristeza do que perderam naquela aldeia...

Vim embora preocupada que não tivessem pão para o resto da semana...
Só dizia ao Daniel: "Andamos nós aqui nas aldeias a roubar pão às velhinhas" ;)

Fiquei emocionada... Por uma série de fatores, senti que uma parte de mim ficou ali...
Como gostava de fazer alguma coisa para ajudar estas pessoas... Em parte sinto que o fazemos no nosso trabalho com a Pure Portugal, quando ajudamos a trazer pessoas a virem viver para as zonas rurais de Portugal. Mas não é bem a mesma coisa... Aquele tempo nunca mais volta! E estas gentes estão cada vez mais sozinhas e esquecidas...


domingo, 12 de agosto de 2018

Custo da viagem à Turquia e Georgia


Muitas vezes nos têm perguntado, diretamente ou indiretamente, o custo da nossa viagem à Turquia e Georgia, e até, de uma forma geral, das viagens que fazemos.
Só agora é que estivemos a fazer as contas e já vos posso dizer quanto gastamos nesta viagem de 34 dias, o que isso inclui e ainda umas dicas de como poupar em viagem ;)

Voos internacionais
Em relação aos voos internacionais, normalmente arranjamos preços baratos, essencialmente porque não somos nós que escolhemos os países para onde vamos, mas são os países que nos escolhem a nós :)
Queremos visitar muito mundo, por isso só compramos voos que estejam em promoção. Claro que ter flexibilidade nas datas ajuda muito a encontrar bons preços!
Voos nacionais
Para voos nacionais, dentro do destino, procuramos companhias low cost. Foi o caso da Air Pegasus na Turquia, AirAsia na Ásia ou Ryanair na Europa.
Transportes terrestres
Em relação aos transportes terrestres, tentamos utilizar sempre os mais locais e não turísticos. Demoram um pouco mais, mas temos sempre uma história para contar :) Para além disso, raramente têm ar condicionado, o que é muito mais saudável!

Visto
O visto, quando necessário, compramo-lo pela internet. Normalmente é mais barato.
Aqui está o site que utilizamos para tirar o visto para a Turquia: https://www.evisa.gov.tr/en/

Alojamento
Relativamente aos custos com alojamento, nós pesquisamos os sítios para dormir onde toda a gente também pesquisa: Airbnb, Booking e em muitos países da Asia e América Latina utilizamos também o Agoda.
Uma das coisas que fazemos sempre, antes de partir de viagem para um país com um custo de vida mais baixo do que o nosso, é saber quais os canais mais utilizados pelos locais. Em muitos países da Asia e América Latina, o Agoda tem preços mais baixos do que o Booking, e mais oferta. Por isso, antes de tudo, é estudar como é que as pessoas de lá fazem... 
Outra coisa que fazemos é pesquisar, nestas plataformas, por alojamentos em casas particulares onde vivem as famílias. Nos sítios mais caros optamos por partilhar casa com residentes, que foi o caso de Istambul, e temos sempre experiências maravilhosas!
Outras alternativas que usamos são o CouchSurfing e o HouseSitting, que são plataformas colaborativas de alojamento.

Alimentação
No que respeita a alimentação, durante esta viagem fomos apenas a 2 ou 3 restaurantes. E é o que normalmente fazemos. 
Mesmo que fiquemos 2 ou 3 dias, preferimos um sítio que tenha condições para cozinhar qualquer coisa e comemos em casa. Fica mais barato e acima de tudo é mais saudável. Para viagens grandes é mesmo importante!
Quando queremos comer fora ou até em dias de viagem, normalmente optamos pela comida de rua. Nunca tive nenhum problema de saúde. O segredo é só comer o que está a ser cozinhado no momento :)


Roteiro
  • Voo internacional Porto-Istambul 
  • Voo doméstico Istambul-Trabzon
  • Soumela Monastery
  • Ayder Yaylasi
  • Uzungol Mahallesi
  • Batumi
  • Tbilisi
  • Borjomi
  • Vardzia
  • Kars
  • Voo doméstico Kars-Istambul
  • Voo internacional Istambul-Porto

Excluindo o voo internacional Porto-Istambul, gastamos 24€ por dia, por pessoa.
Este valor inclui:
  • Seguro de viagem
  • Visto
  • Voo interno Istambul-Trabzon
  • Aluguer de carro por uma semana, seguro e gasóleo
  • Outros transportes públicos via terrestre
  • Entrada em monumentos e museus e uma excursão de um dia na Georgia
  • Alimentação
  • Alojamento (não restringimos no alojamento, porque tínhamos que trabalhar e precisávamos de conforto. Ainda assim, os alojamentos onde estivemos foram desde 8,50€/noite a 25€/noite, para duas pessoas)

Tendo em conta os sítios e alojamentos maravilhosos em que estivemos e as experiências fantásticas que tivemos, penso que gastámos pouco! Ainda assim não sentimos que tivessemos feito restrições no nosso dia-a-dia.

Se tiverem outras questões que gostassem de ver respondidas, ou se tiverem dicas de viagem para partilhar, força! Comentem :)

Raquel Ribeiro. Com tecnologia do Blogger.