quarta-feira, 31 de outubro de 2012

DIA 3 - Todos nós pertencemos a um sítio…

Hoje o meu dia começou às 7h00. Deixaram-me a descansar mais um bocadinho ;) 
Tomei o pequeno-almoço com as meninas da casa e depois fui ver a oficina de costura. Arranjei lá dois panos africanos lindíssimos e vão-me fazer umas calças, uma saia, e uma caplana que se utiliza para amarrar os bebés à cinta, como fazem as negras. Quando tiver um filhote, ou for “tia” de algum, irei usa-la :)

Depois estive no infantário a ajudar a mandar uns desenhos para a Caritas, É impressionante a educação destas crianças do infantário. Se eu entro elas levantam-se do lugar e dizem em coro “Bom dia Sra. Visitante”. Algumas tocam-me e fogem por eu ser branca e riem-se. Outras simplesmente dão a mão para me cumprimentarem. Os bebés são simplesmente lindos…
Ainda de manhã fui visitar a sala de enfermagem, onde as Irmãs fazem pequenos curativos e dão medicamentos gratuitamente à comunidade. Logo à entrada da enfermaria existe um lava-pés e a Irmã obriga-os a lavarem os pés sempre que lá entram. 
Depois fomos ao Centro de Saúde de cá, que tem cooperação com um projecto de Taiwan. Vi o internato e estivemos com mulheres e homens ue estavam lá internados, naquelas camas com uns colchões velhos, e sem lençóis…

A seguir ao almoço voltei à Cidade de S. Tomé, com a Irmã, para ir tratar de alguns assuntos e depois fomos ao Condomínio fechado dos Portugueses que trabalham em S. Tomé pelo IPAD – pela Cooperação Portuguesa. A Irmã foi lá tirar medidas para fazer uns móveis para lá.

E pronto, viemos para casa já de noite. As crianças vêm da escola pelas 18h00, já de noite cerrada, sem luz nenhuma na estrada e os carros passam a alta velocidade. Elas correm nas bermas umas atrás das outras e os carros buzinam sempre que passam e as crianças dizem adeus. Ás vezes acho que vamos matar alguém pelo caminho, mas até agora parece que a coisa corre bem ;)


Enfim, tudo isto parece diferente, mas ao mesmo tempo muito semelhante a qualquer coisa. Não sei explicar… Parece ser muito fácil entender as regras e é muito bom estar aqui. É como se me sentisse em casa. Não tenho propriamente medo das coisas. Muitas vezes parecem-me até familiares. Acho que África é mesmo assim. Deixa-nos mt mais próximos da nossa própria essência…

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Raquel Ribeiro. Com tecnologia do Blogger.